- Em entrevista ao jornal espanhol El País, Caetano Veloso afirmou que o Brasil não pode mais “ser salvo”, durante a sua turnê europeia com apresentação em Madri.
- O cantor disse estar tomado pela desilusão e evitando uma visão excessivamente sonhadora da realidade, mas destacou que a música popular brasileira continua sendo uma das grandes forças culturais do país.
- Veloso acrescentou que, mesmo diante do pessimismo, o Brasil ainda pode dizer algo importante ao mundo, contribuindo com uma presença diferente.
- Ao falar de política, mencionou que houve quem desejasse o retorno da ditadura e lembrou prisão, confinamento e exílio durante o regime militar, ressaltando o impacto disso em sua visão de mundo.
- Sobre críticas, afirmou que foram proferidas tanto pela esquerda quanto por conservadores, destacando que as críticas da esquerda fizeram parte do debate, mas criticou aspectos raciais, sexuais e de gênero, dizendo que hoje parecem excessivos.
Caetano Veloso concedeu uma entrevista ao jornal espanhol El País, gravada durante sua turnê europeia. O artista afirmou que, no momento, acredita que o Brasil não pode mais ser salvo. A reportagem foi publicada nesta segunda-feira.
Veloso indicou que a preocupação predomina e que às vezes surge desilusão. Segundo ele, a música popular brasileira continua sendo uma força cultural, mas o contexto atual do país é extremamente difícil. Em sua análise, o Brasil parece não ter salvação.
A entrevista ocorreu enquanto Veloso se prepara para uma apresentação em Madri, marcada para esta quinta-feira, dia 4. O cantor reforçou que, apesar do pessimismo, ainda enxerga espaço para o país oferecer algo relevante ao mundo.
Contexto político e passado
Veloso comentou sobre críticas que recebeu de diferentes correntes. Ele afirmou que a experiência de prisões, confinamento e exílio durante o regime militar moldou sua visão de mundo. O artista também comentou a percepção de que setores da esquerda hoje priorizam temas como raça, sexualidade e gênero de forma excessiva, gerando controvérsia.
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