- Karol Conká afirmou que é muito difícil ser preta em Curitiba, compartilhando uma conversa com a avó nordestina sobre a mudança de Salvador para a capital paranaense.
- Ela descreveu as maneiras que encontrou para enfrentar o racismo no dia a dia, como evitar certos itens ou usar argumentos para se defender.
- A artista citou o aprendizado dos pais: estudar e ser inteligente para não subestimar sua capacidade por ser mulher preta, destacando a luta de pessoas não pretas contra o racismo.
- Aos dezesseis anos, Karol denunciou o racismo de um professor em Curitiba após ele levar um livro de Adolf Hitler à escola, fato mencionado no documentário Preto no Branco: Negros em Curitiba (2005).
- A fala foi registrada no documentário A História da Música Paranaense (via TMDQA), com trechos também usados no material da cantora.
Karol Conká abriu o jogo sobre sua trajetória pessoal, destacando os desafios de ser mulher negra em Curitiba. A cantora relembrou uma conversa com sua avó nordestina sobre a mudança de Salvador para o Sul e as razões que motivaram a decisão familiar.
A artista descreveu a partir de relatos familiares o peso do racismo cotidiano na cidade. Ela contou que, ao longo da vida, adotou estratégias para lidar com situações de preconceito e preservou a autoestima por meio de estudo e autocuidado.
Ela também destacou como encontrou redes de apoio entre pessoas pretas na escola, associadas para enfrentar juntos as dificuldades. A narrativa aponta a importância da resistência coletânea diante da discriminação.
Contexto histórico
A entrevista faz parte do documentário A História da Música Paranaense, veiculado pelo TMDQA. A cantora abordou ainda um episódio da juventude em Curitiba envolvendo racismo institucional no ambiente escolar.
Conforme o relato, aos 16 anos Karol denunciou um professor que expôs um material associado a Adolf Hitler em sala de aula, o que gerou indignação e chamou atenção para preconceitos arraigados. A denúncia aparece no documentário Preto no Branco: Negros em Curitiba, de 2005.
Entre na conversa da comunidade