- St. Vincent apresentou, em Symphony Hall, Boston, um show com orquestração do Boston Pops, reimaginando seu catálogo com maestria técnica e movimentos de dança.
- O show abriu com releituras de músicas de All Born Screaming (2024), incluindo Hell Is Near e Violent Time, destacando ritmos eletrônicos com orquestra.
- A performance contou com a participação de uma banda de apoio e regência de Jules Buckley, com destaque para guitarras e timbres orquestrais que deram peso emocional a faixas como Smoking Section.
- Em meio ao set, houve espaço para variações de peças antigas, como Marrow (2009) e Now, Now (2007), mesclando arpejos suaves a harmonias de cordas.
- O encerramento incluiu Digital Witness e Slow Disco, com a cantora interagindo com o público e o conjunto, fechando a noite com uma leitura grandiosa do pop art.
A artista St Vincent, de nome real Annie Clark, realizou um show inédito com a Orquestra Boston Pops na última quinta-feira, em Boston, no Symphony Hall. O espetáculo mesclou repertório de seu catálogo com reinterpretações orquestrais, conduzidas pelo maestro Jules Buckley, acompanhado por uma banda de apoio.
A apresentação faz parte de uma turnê que une Clark a Buckley e a banda de apoio — tecladista, guitarrista, baixista e baterista — com orquestras locais. A ideia já havia sido explorada na BBC Proms, com sucesso, e resultou no álbum ao vivo Live In London! e na turnê atual que chega a cidades com orquestras convidadas.
O setlist percorreu obras de All Born Screaming (2024) e de trabalhos anteriores, incluindo arranjos para faixas como Hell Is Near, Violent Time e Digital Witness. A apresentação destacou a habilidade de Clark de alternar entre vocais cortantes, guitarras afiadas e momentos de dança com precisão rítmica, sempre com a orquestra em destaque.
Entre os momentos marcantes, destaque para Smoking Section, transformada em suíte com movimentos de madeira e teclados que aprofundaram a leitura emocional da música. Em cenas mais descontraídas, Clark interagiu com a plateia, distribuindo microfones e compartilhando gestos de aproximação, sem perder o foco na execução ao vivo.
A performance encerrou com Slow Disco, uma balada de Masseduction que ganhou nova vida com a orquestra, fechando o show com um toque de grandiosidade sem perder a intimidade característica da artista. A noite reforçou o papel de St Vincent como ponte entre art pop e alta música.
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