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Carlos ‘Indio’ Solari morre aos 77 anos, ícone do rock argentino

Morte de Carlos Solari, ícone do rock argentino e líder dos Los Redondos, aos 77, encerra legado cultural e resistência da banda

Carlos 'Indio' Solari, ícone do rock argentino, morre aos 77 anos (Daniel Jayo Getty Images)
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  • Carlos Alberto Solari, conhecido como Indio Solari, morreu aos 77 anos nesta sexta-feira (5); foi encontrado morto próximo à piscina coberta de sua residência em Ituzaingó, a cerca de trinta quilômetros de Buenos Aires.
  • A causa da morte não foi divulgada; o artista convivía com Parkinson há pelo menos uma década.
  • Solari liderou a banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota (Los Redondos), grupo símbolo de resistência cultural na Argentina, e iniciou carreira solo após o fim da banda em dois mil um.
  • O velório aberto ao público foi anunciado pela família; fãs se reuniram em frente à casa e em praças da capital para prestar homenagens.
  • Personalidades Prestaram homenagens, incluindo Cristina Fernández de Kirchner, que citou um verso do cantor; Solari deixa a esposa Virginia Mones Ruiz e o filho Bruno, de vinte e cinco anos.

Carlos Alberto Solari, conhecido como Indio Solari, morreu nesta sexta-feira (5), aos 77 anos. Ele foi encontrado próximo à piscina coberta de sua residência em Ituzaingó, cidade perto de Buenos Aires. A causa da morte não foi divulgada; o artista já lidava com Parkinson há mais de uma década.

Solari liderou o Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota, grupo que se tornou símbolo de resistência cultural no Argentina. Sob a alcunha Los Redondos, a banda lançou dez álbuns e manteve independência artística, recusando contratos com grandes gravadoras.

O velório será aberto ao público, permitindo que fãs prestem homenagens. Ao longo do dia, multidões se reuniram diante da casa do músico e em praças da capital, levando flores e camisetas com o apelido do artista. O país reconhece seu papel cultural.

Carreira e legado

Sob o sexo de frente da banda, Solari ajudou a moldar uma identidade musical que acompanhou a transição democrática argentina, nas décadas de 1980 e 1990. Suas letras, marcadas por metáforas, criaram uma voz de contestação.

Após o fim dos Redonditos, em 2001, o artista seguiu como solo, misturando rock com eletrônica. Foram cinco álbuns, com shows de grande porte em estádios e parques em todo o país, mantendo presença marcante na cena.

Repercussões e reconhecimento

Diversas personalidades prestaram homenagens. A Associação Argentina de Futebol destacou que sua voz tornou-se um cântico popular frequente nas arquibancadas. Avós da Praça de Maio ressaltaram seu papel crítico na cultura.

A ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner também comentou o falecimento nas redes sociais, destacando um verso reconhecido do autor: Só viver já custa a vida. Solari deixa esposa, Virginia Mones Ruiz, e o filho Bruno, de 25 anos.

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