- Hamilton de Holanda foi convidado por Wynton Marsalis para se apresentar nos dias 12 e 13 na Rose Theater, principal sala do Jazz at Lincoln Center, em Nova York, em homenagem ao seu trabalho e ao álbum em estudo.
- O repertório das duas noites deverá privilegiar a música de Hamilton e de Moacir Santos, com o bandolinista destacando a preparação para o torneio internacional de jazz.
- O músico carioca, radicado em Brasília, relembra as origens na Escola de Música de Brasília e afirma ter aprendido muito no local onde era aluno com matrícula 769/83.
- O álbum Nova reúne parcerias internacionais, incluindo Anoushka Shankar, Ibrahim Maalouf e Pedrito Martínez, além de colaboração com o filho Gabriel de Holanda; o disco foi parcialmente gravado em várias capitais.
- No Brasil, Hamilton destaca a parceria com Paulinho da Costa e comenta que o repertório do Nova mistura influências diversas, mantendo o foco no choro e em um panorama de sonoridades distintas.
Hamilton de Holanda leva o choro brasileiro ao principal palco do jazz em Nova York. A apresentação ocorre nos dias 12 e 13, na Rose Theater, do Jazz at Lincoln Center, a convite de Wynton Marsalis. A homenagem celebra o novo álbum de estúdio do bandolinista.
O evento reúne Hamilton de Holanda e a Jazz at Lincoln Center Orchestra para um repertório dedicado à sua trajetória musical e às composições de Moacir Santos. A dupla pretende apresentar um panorama técnico, com foco no amadurecimento do bandolim no jazz mundial.
Aos 50 anos, o carioca radicado em Brasília prepara-se para as performances com o objetivo de mostrar a influência da música brasileira no cenário internacional. O convite é visto pelo músico como um reconhecimento expressivo de sua carreira.
O diálogo musical envolve parcerias que vão além do palco. Em Nova, Hamilton apresenta o álbum Nova, gravado em diversas capitais, com participação de artistas de renome internacional. O disco soma colaborações com Anoushka Shankar, Ibrahim Maalouf e Pedrito Martínez.
No plano nacional, a colaboração com Paulinho da Costa destaca-se como marco. O baterista brasileiro ganhou reconhecimento mundial ao ser homenageado na Calçada da Fama, em Hollywood. A produção no Nova reforça a presença do Brasil no circuito global.
Gabriel de Holanda, filho de 18 anos, participa de faixas que exploram fusões entre piseiro, brega e referências de Chico Buarque e Astor Piazzolla. A dupla descreve a geração contemporânea como um motor criativo para novas sonoridades.
No álbum Nova, parte das gravações ocorreu em várias cidades, incluindo Brasília. Hamilton ressalta a espontaneidade do processo de criação, com improvisação constante entre os músicos que o acompanham há anos: Salomão Soares e Thiago Big Rabello.
Para o intérprete, a trajetória do choro e do bandolim ajuda a consolidar a identidade musical brasileira no exterior. O projeto demonstra, segundo o artista, como a música nacional pode dialogar com estilos globais sem perder a essência.
Panorama do show e próxima turnê
O programa em Nova York enfatiza composições próprias e peças de Moacir Santos, buscando preservar a essência do choro dentro do contexto do jazz. A apresentação ocorre no contexto de duas noites de performance.
Hamilton ressalta que o trio de apoio trabalha de forma criativa, capaz de evoluir cada apresentação. A agenda internacional prevê novas datas nos Estados Unidos para o próximo ano, mantendo o intercâmbio entre estilos e culturas.
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