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Bedouine comenta a estranheza da vida árabe fora do Oriente Médio

Bedouine usa Neon Summer Skin para explorar deslocamento e identidade, conectando o passado na Síria, Líbano e Arábia Saudita à sua música atual

‘So much of the record is about not having the luxury to not consider your own safety’ … Bedouine.
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  • Bedouine, cujo nome de nascimento é Azniv Korkejian, tem raízes na Armênia, Síria e Arábia Saudita e hoje vive nos Estados Unidos.
  • O álbum Neon Summer Skin aborda deslocamento, identidade e insegurança, em uma sonoridade pop dos anos setenta.
  • A família morou na Arábia Saudita até 1995, quando se mudou para os Estados Unidos; os irmãos nasceram na Arábia Saudita.
  • Canções como On My Own e Canopies tratam de perdas e memórias, incluindo a história da mãe em um orfanato ligado ao genocídio armênio.
  • A artista planeja expor fotos antigas dos pais para humanizar pessoas do Oriente Médio e dialogar com as complexas experiências familiares.

Bedouine, nome artístico de Azniv Korkejian, lança Neon Summer Skin, seu quarto álbum. A artista tem raízes na Armênia, Síria e Arábia Saudita e atualmente vive nos Estados Unidos. O trabalho mescla pop suave dos anos 70 com temas de deslocamento e identidade.

A obra não é apenas nostalgia. Korkejian afirma que busca retratar a sensação de estar em segurança, ao mesmo tempo em que famílias enfrentam a perda de segurança em conflitos no Oriente Médio. O álbum aborda, de forma linear, questões de pertencimento e vulnerabilidade.

A vida da cantora revela o percurso entre versões de um mesmo lugar. Nascida na Síria, com irmãos nascidos na Arábia Saudita, a família viveu em um condomínio fechado nos EUA até 1995, quando se mudou em busca de estabilidade. A decisão ocorreu após a proximidade com a Guerra do Golfo.

Ao completar 18 anos, a artista mudou-se para Los Angeles para estudar edição de som na universidade. Nesse período, aprendeu a tocar violão obtido em uma loja de penhores e começou a compor canções para filmes de colegas de classe.

Neon Summer Skin reflete a segunda saída dos pais da Arábia Saudita. A família buscou novas raízes quando os filhos já haviam deixado a casa. A Síria, diante da guerra, também deixou de ser viável como lar. A artista descreve o impacto emocional dessa história em canções como On My Own, escrita após o retorno a Los Angeles em 2019.

O disco marca uma mudança de formato em relação aos seus trabalhos anteriores, com abordagens mais expressivas e melódicas, segundo a própria cantora. Convidados como The Lemon Twigs e Jonathan Rado colaboram para ampliar o alcance emocional das faixas.

Entre as faixas, Canopies narra a história da mãe de Bedouine, colocada em um orfanato para crianças do genocídio armênio, a fim de protegê-la de um pai abusivo. A letra abre com uma afirmação de amor interrompido pela necessidade de segurança familiar, segundo a artista.

Para promover o álbum, a cantora planeja expor fotos antigas de seus pais, tiradas enquanto viveram na Síria e no Líbano. O projeto busca humanizar pessoas do Oriente Médio, muitas vezes associadas a estereótipos, segundo a artista. As imagens mostram os pais de Bedouine jovens e estilosos nos anos 70.

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