- MV Bill celebra 30 anos de carreira com o álbum de compilação MV30 — 30 Anos em Movimento, que reúne 20 faixas, incluindo duas inéditas: Milicítico e a versão instrumental de Só Se For D (gravada com Chorão em 2002).
- O objetivo do projeto é reunir as músicas que marcaram gerações e facilitar a localização de faixas que estavam dispersas em diferentes álbuns.
- O rapper destaca a seleção de dezessete faixas entre mais de quinhentas, ressaltando a importância de manter o legado sem abandonar a evolução artística.
- O lançamento ocorre em parceria com Symphonic Brasil e Snafu Records, sinalizando planos para internacionalização e novos lançamentos em três EPs, além de singles com Kmila CDD.
- Em entrevista, Bill comenta sobre a evolução do rap brasileiro, a relação com o público ao longo de trinta anos e o amadurecimento de perspectivas sobre músicas politizadas e temas sociais.
MV Bill lançou na última semana o álbum MV30 – 30 Anos em Movimento, um projeto de compilação com 20 faixas. O disco revisita sucessos de três décadas da carreira, incluindo duas inéditas: Milicítico e a instrumental de Só Se For D, gravada com Chorão em 2002.
A ideia do trabalho é facilitar a localização das músicas marcantes, reunindo-as em um único álbum. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o artista explicou que o formato celebra a longevidade e facilita a busca por faixas já lançadas ao longo dos anos.
O projeto foi viabilizado em parceria com a Symphonic Brasil, por meio da Snafu Records. Além das faixas revisadas, o álbum traz duas inéditas e pretende ampliar o alcance internacional do rapper.
Conteúdo e processos de seleção
Para escolher as 20 faixas entre mais de 500 gravadas, Bill trabalhou com uma curadoria criteriosa, evitando um disco excessivamente longo. O objetivo foi apresentar o que mais fez sentido na trajetória dele e no impacto do rap nacional.
O artista ressalta a importância de manter a autenticidade do rap original, mesmo com a expansão midiática. Ele aponta que o mainstream trouxe visibilidade, mas que parte da cena underground segue produzindo conteúdo lírico relevante.
Sobre as músicas novas e o instrumental
Milicítico mistura política e religiosidade em uma base drumless, enquanto a versão instrumental de Só Se For D foi registrada em 2002, no mesmo dia em que houve uma sessão com Chorão. A ideia é oferecer ao público o registro instrumental após anos de apreciação da faixa vocal.
Bill comenta que o tema político-social aparece de forma constante em sua obra, sem depender de filiação partidária. A faixa Só Deus Pode Me Julgar também dialoga com a política brasileira atual.
Perspectivas de carreira e público
O rapper reconhece a evolução da cena do rap ao longo de 30 anos, destacando a diversidade entre a cena mainstream e os núcleos independentes. Ele pretende expandir o alcance internacional do seu trabalho com três EPs em fase de planejamento, mantendo autonomia sobre a produção.
Relatos de fãs passaram a alcançar novas faixas com o passar do tempo, incluindo mensagens sobre impactos positivos na vida pessoal de ouvintes. Bill não realiza previsões sobre o retorno financeiro, priorizando a continuidade criativa.
Planos futuros e lançamentos
Com o apoio de parceiros, o artista trabalha em três EPs que mesclam rap com outras expressões sonoras. Enquanto isso, pretende lançar singles em parceria com Kmila CDD, irmã de Bill, mantendo a agenda de atividades ainda este ano. O objetivo é manter a base de fãs engajada e alcançar novas audiências.
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