- Thomas Bangalter lançou o álbum Mirage, composto para um balé com Damien Jalet e Kohei Nawa, explorando música eletrônica minimalista para a performance.
- Em Paris, ele participa do projeto La Caverne du Pont Neuf com JR, envolvendo o Pont Neuf com uma estrutura inflável e um conceito sonoro minimalista; a abertura oficial foi adiada após danos causados por uma tempestade.
- Em 8 de junho, Bangalter participa do Tribeca Festival, em Nova York, para falar sobre uma remasterização de vinte anos do filme Electroma; ainda neste mês, apresentará uma instalação com vibe de rave na Art Basel, na Suíça.
- Bangalter vê Daft Punk cada vez mais como um projeto de arte performática que mistura ficção e realidade, mantido por décadas por meio de performances e encenações, sem separação rígida entre música e imagem.
- A abordagem sonora de Mirage e de seus trabalhos recentes mescla música com conceitos de artes visuais e cenografia, inspirada por Xenakis e por ferramentas gráficas, buscando relações entre som, processo e imagem.
Thomas Bangalter, ex-Daft Punk, segue criando projetos artísticos para além da música eletrônica. O músico lançou Mirage, álbum de música minimalista pensado para um balé com Damien Jalet, em colaboração com Kohei Nawa. O trabalho mescla som, ilusão e instalação.
Bangalter tem investido em formatos que vão além da canção, com foco na relação entre som, performance e espaço público. O projeto Mirage surgiu de uma interseção entre coreografia, artes visuais e ferramentas gráficas, privilegiando o processo sonoro sobre uma trilha convencional.
O artista descreve que a colaboração com Jalet e Nawa nasceu de encontros orgânicos. O balé Chiroptera, apresentado em Paris, abriu caminho para Mirage, ampliando a fronteira entre performance art e instalação artística.
La Caverne du Pont Neuf e outras ações em Paris
A parceria com JR resultou em La Caverne du Pont Neuf, obra pública na capital francesa. A estrutura inflável envolve som concebido para soar como se emanasse da própria ponte, sem soar como música tradicional.
O projeto utiliza um sistema de áudio distribuído pela estrutura, com reverberação do ar e componentes de inflamento controlados para criar uma atmosfera única. A ideia é ampliar a percepção do espaço urbano sem impor uma trilha sonora fixa.
Bangalter também participa de iniciativas de arte pública em eventos como o Tribeca Festival, em Nova York, discutindo remasterização de Electroma, e apresentações planejadas para a Art Basel na Suíça, mantendo o eixo entre som e instalação.
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