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Bruce Springsteen faz versões de Bob Dylan ao longo da carreira

Bruce Springsteen já apresentou treze músicas de Bob Dylan ao vivo ao longo de cinco décadas, com a estreia de I Shall Be Released em 2026

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  • Bruce Springsteen já interpretou treze composições de Bob Dylan ao vivo, ao longo de mais de cinco décadas, desde os anos setenta.
  • Entre as primeiras performances, destacam-se “It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry” (1971) e “It’s All Over Now, Baby Blue” (1972), ambas marcando o começo dessa relação.
  • Em 1988, durante a cerimônia de indução de Dylan no Hall da Fama do Rock, Springsteen foi destaque ao elogiar o músico, e voltou a incluir “Chimes of Freedom” (1978) e “Blowin’ in the Wind” (1988) em momentos do show.
  • Entre 1995 e 2009, ele passou a apresentar faixas como “Knockin’ on Heaven’s Door”, “Forever Young”, “The Times They Are A-Changin’” e “Like a Rolling Stone” em diferentes ocasiões.
  • Em junho de 2026, ele estreou ao vivo a música “I Shall Be Released” ao lado de Sheryl Crow, a mais recente adição ao repertório Dylan.

Bruce Springsteen já levou 13 composições de Bob Dylan aos palcos ao longo de mais de cinco décadas, começando antes da fama e seguindo até os dias atuais. A relação entre os dois artistas é marcada por homenagens, encontros no palco e interpretações que acompanharam a carreira de Springsteen desde os anos 70.

O elo começou nos anos 70, quando Springsteen já incluía temas de Dylan em seus shows. Em 1988, durante a cerimônia de indução ao Hall da Fama do Rock, ele elogiou Dylan como um revolucionário, ampliando a leitura sobre a influência entre os dois. O registro ao vivo mais recente ocorreu em 2026, com a estreia de I Shall Be Released.

Repertório e marcos

It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry (1971)

Em maio de 1971, Bruce Springsteen e a banda Dr. Zoom & the Sonic Boom abriram um show em Nova Jersey com essa versão de Dylan. Não há registros de novas apresentações da faixa desde então.

It’s All Over Now, Baby Blue (1972)

Após reformulações na banda, Springsteen apresentou uma leitura lenta inspirada em Van Morrison, executada entre 1971 e 1972.

I Want You (1975)

Ainda sob contrato com a Columbia, o tema ficou no repertório por algum tempo. A versão mais celebrada surgiu em fevereiro de 1975, com arranjos de violino de Suki Lahav.

Chimes of Freedom (1978)

A canção estreou na turnê Darkness on the Edge of Town. Sem recursos eletrônicos, Springsteen recorreu à letra para conduzir a performance. O tema voltou em 1988 e ganhou novas leituras ao longo das décadas.

Blowin’ in the Wind (1988)

Interpretada no concerto S.O.S. Racisme, em Paris, com Clarence Clemons. Mais tarde, dividiu o palco com Joan Baez na turnê Human Rights Now!.

Knockin’ on Heaven’s Door (1995)

A estreia ocorreu em Berlim, ao lado de Wolfgang Niedecken. A segunda apresentação veio 20 anos depois, durante o tributo MusiCare a Dylan.

Forever Young (1995)

Foi cantada por Springsteen em homenagem à família Hammond, após a morte de John Hammond. Também integrou o set de inauguração do Hall da Fama em 1995, ao lado de Dylan.

The Times They Are A-Changin’ (1997)

Cantada de forma acústica no Kennedy Center Honors; a faixa reapareceria apenas décadas depois, em rádio.

Highway 61 Revisited (2003)

A apresentação mais lembrada ocorreu quando Dylan subiu ao palco com a E Street Band em 2003, na última noite da turnê The Rising. Cena histórica e caótica.

All Along the Watchtower (2004)

Neil Young subiu ao palco com Springsteen na turnê Vote for Change, para uma versão marcante. Foi uma exceção no repertório do show próprio de Springsteen.

Mr. Tambourine Man (2008)

Primeira apresentação documental em festa particular de Tom Petty. Roger McGuinn participou de shows subsequentes e liderou a banda em homenagem aos Byrds.

Like a Rolling Stone (2009)

Springsteen declarou que a batida de caixa da música o influenciou desde a adolescência. A voz principal só veio em maio de 2009, em Pittsburgh.

I Shall Be Released (2026)

A adição mais recente aconteceu em junho de 2026, com participação de Sheryl Crow durante evento promovendo a história da música norte-americana. Foi a primeira vez que a faixa entrou no repertório ao vivo.

Colaboração entre artistas e legado

Bob Dylan também retribuiu a relação ao palco apenas uma vez, em 1990, em Connecticut, com uma versão improvisada de Dancing in the Dark. O repertório de Springsteen permanece alvo de expectativa entre fãs, que acompanham cada nova inclusão. Em viagens e tributos, a voz de Dylan continua a influenciar as escolhas de Springsteen ao vivo.

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