- Paula Toller, de 63 anos, se prepara para a turnê Eu tive um sonho do Kid Abelha, com apresentações por várias capitais do Brasil, marcando retorno aos palcos mais de quatro décadas após a estreia.
- O retorno não é definitivo: é uma série de apresentações pontuais para celebrar a trajetória da banda, sem lançamento de novas músicas.
- A cantora relembra o início, em 1982, no Circo Voador, como uma das primeiras vocalistas de rock no Brasil, em meio a mudanças políticas e culturais da época.
- Para encarar shows de duas horas, ela investe em preparação física e alimentação balanceada, especialmente após ter diabetes diagnosticada há mais de dez anos.
- Além da carreira, Toller destaca a vida familiar, incluindo a neta Maya, e diz que, embora tenha feito alguns procedimentos estéticos, prefere aceitar as fases da vida sem exageros.
Paula Toller, cantora de Paula Toller e Kid Abelha, analisa o retorno às estradas. Aos 63 anos, ela participa da turnê Eu tive um sonho com George Israel e Bruno Fortunato, marcada por apresentações por várias capitais. A iniciativa comemora a trajetória do grupo.
A estreia ocorreu em 1982, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, quando a banda ganhava espaço no cenário pop rock nacional. Na ocasião, Toller integrou um elenco que transformou o som juvenil em referência da época.
A turnê atual só surgiu após um impulso do mercado de shows, que passou a valorizar artistas nacionais após a pandemia. Segundo a cantora, a reação do público motivou a proposta, que não visa um retorno definitivo.
Ela afirma que o foco é celebrar a história do Kid Abelha, com apresentações pontuais, sem lançar novas músicas ou álbuns no momento. O grupo busca compartilhar a experiência com fãs de várias gerações.
Entre ensaios, Toller destaca a preparação física necessária para encarar duas horas de apresentação. Ela reforça que saúde, força vocal e alimentação equilibrada são prioridades para manter o nível do show.
A cantora relembra a diversidade do passado, quando o rádio e a televisão davam grande visibilidade. Ela foi uma das primeiras mulheres a liderar um grupo de pop rock e reconhece que havia um “clube do bolinha” na cena.
Mesmo com o tempo, a artista mantém repertório clássico como Pintura íntima e Como eu quero. Ela afirma que a força das composições reside na separação entre poesia e realidade, em letras que seguem atuais.
Fora dos palcos, Toller cuida da vida familiar. Ela se tornou avó recentemente, e tenta equilibrar ensaios com momentos ao lado da neta Maya. A agenda da turnê acompanha a rotina de encontros com a família.
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