- Mon Laferte é a maior estrela feminina do Chile em streaming, com mais de 18 milhões de ouvintes mensais, e está em turnê latino-americana do Femme Fatale.
- Femme Fatale Vol 2 será lançado em 12 de junho, mantendo a ideia de Vol 1 e explorando o lado indie-folk com novas faíscas de pop.
- A artista tem histórico de ativismo, incluindo a protesto na premiação Latin Grammys de 2019 em apoio aos direitos das mulheres, aborto e liberdade reprodutiva.
- Ela foi diagnosticada com transtorno bipolar, o que influencia sua escrita e sua abertura sobre saúde mental; a música Hello Monserrat aborda temas como botox, medicação e família.
- Hoje, Laferte leva uma vida mais comum fora dos palcos, morando perto de Cidade do México, cuidando do filho e dizendo que, sem o figurino de Mon Laferte, é reconhecida menos e tem mais liberdade.
Mon Laferte, a maior estrela chilena da atualidade, abriu detalhes sobre saúde mental, corrupção governamental e o impacto da crítica conservadora em uma entrevista concedida em Nova York. A artista divulga a continuação do projeto Femme Fatale, com o lançamento de Vol 2, marcado para chegar em 12 de junho. A conversa ocorreu em um estúdio da Sony, perto de Madison Square Park, durante a agenda de shows da turnê Femme Fatale pela América Latina.
Aos 39 anos, Mon Laferte acumula a maior quantidade de prêmios Latin Grammys entre artistas chilenos e conquista grande audiência de streaming, com mais de 18 milhões de ouvintes mensais. Em outubro de 2025 lançou Femme Fatale, um álbum de jazz que abriu espaço para uma persona mais audaciosa, que agora continua com Vol 2, segundo a artista.
Ela descreve a obra como uma expansão do universo Femme Fatale, mantendo a proposta feminista sem intenção explícita de ser um álbum feminista. Em registros que vão desde o indie folk até o jazz livre, as canções abordam temas como opressões econômicas, a vida de mulheres nas jornadas migratórias e memórias pessoais de violência, segundo a própria intérprete.
A artista chilena relembra também a retrospectiva de sua trajetória, desde Viña del Mar até o estrelato internacional. A música Por La Gracia De Dios, por exemplo, celebra mulheres que enfrentaram riscos na região da América Central. Em relatos de vida, Laferte comenta que o transtorno bipolar, diagnosticado há anos, influencia a escrita e a sensibilidade criativa, especialmente em momentos de crise emocional.
Sobre Femme Fatale Vol 2
Mon Laferte afirma que o processo criativo começou com uma seleção de mais de 50 faixas guardadas em anotações. O resultado preserva uma linguagem direta, com mensagens sobre autoafirmação e crítica a mecanismos de consumo de mercado. A colaboração com Javiera Electra em Eterno Resplandor De Una Mente Sin Recuerdos amplia o timbre e a emoção de uma cidade como Roma Norte, em Cidade do México.
A artista comenta que a vida pessoal atual mudou bastante: reside em Tepoztlán, fora da Cidade do México, e vive uma rotina mais simples, entre afazeres domésticos, plantas, culinária e convívios familiares. Mesmo diante de uma agenda lotada, Laferte mantém uma relação estável com a vida cotidiana e revela ter uma personalidade dupla entre a persona pública e a vida cotidiana.
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