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Musical transforma As Centenárias em celebração do patrimônio imaterial

Musical de Luiz Carlos Vasconcelos transforma peça de 2007 em celebração do patrimônio imaterial nordestino, ampliando a voz feminina centenária

Duas atrizes vestidas com roupas escuras e volumosas atuam em palco com fundo azul escuro. Ambas expressam gestos intensos, uma com as mãos no peito e outra com as mãos abertas à frente.
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  • Musical de 2026, em cartaz no Sesc Bom Retiro, reimagina As Centenárias como uma montagem musical de chão batido.
  • A peça integra dezesseis canções inéditas de Chico César, inspiradas em incelências e cantos tradicionais do Nordeste.
  • A trama se passa no sertão do Cariri, com as carpideiras centenárias Socorro e Zaninha, que ganham a vida chorando mortos ajenos.
  • Laila Garin e Juliana Linhares dividem os papéis das protagonistas, sob a direção de Luiz Carlos Vasconcelos, com produção de Andrea Alves.
  • A música atua como parte central do espetáculo, com arranjos de Elísio Freitas e uma cenografia de Aurora dos Campos, transformando o drama em experiência musical.

O musical As Centenárias, em cartaz no Sesc Bom Retiro, transforma a montagem de 2007 em uma celebração do patrimônio imaterial brasileiro. A nova leitura traz 16 canções inéditas de Chico César, inspiradas em incelências do Nordeste, para ampliar o gesto dramático original.

A trama passa no sertão do Cariri, onde Socorro e Zaninha, carpideiras centenárias, ganham a vida chorando mortos alheios. A obra subverte o luto com ironia, apresentando o ofício como ato materno e uma forma de sobrevivência feminina.

O projeto envolve Laila Garin e Juliana Linhares, ao lado da produtora Andrea Alves. A direção é de Luiz Carlos Vasconcelos, que atualiza o texto de Newton Moreno, mantendo a espinha dorsal dramática e abrindo espaço para a música como parte essencial da narrativa.

Contexto e elenco

  • A composição musical assume o papel de um quarto personagem, segundo a encenadora.
  • Leandro Castilho atua em múltiplos papéis, conectando os mundos das protagonistas.
  • A cenografia de Aurora dos Campos utiliza módulos que viram capelas e caixões; os figurinos enfatizam o preto com texturas; a Morte surge em vermelho.

Concepção musical e linguagem

  • Arranjos de Elísio Freitas acompanham as canções de Chico César, tornando a música central à encenação.
  • A direção de movimento de Vanessa Garcia facilita a transição entre farsa e canto ao vivo.
  • A montagem permanece fiel à ideia de explorar raízes do teatro nacional ao cavar novos ritmos.

Rumo ao legado cultural

  • A peça pioneira de 2007 ganhou nova forma para evidenciar o patrimônio imaterial nordestino.
  • O texto de Moreno é reescrito para o musical, mantendo a estrutura dramática e introduzindo letras novas.
  • A produção reforça a tradição de comédia popular ao situar duas mulheres centenárias como protagonistas.

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