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Orquestra Sinfônica da USP aproxima música da natureza

Concerto da USP une Barroco a Modernismo, refletindo a natureza; apresentação gratuita no Centro Cultural Camargo Guarnieri, com doação de alimento

O concerto conta com clássicos como Vivaldi e Brahms – Imagem: Reprodução Osusp
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  • A Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo realiza o quinto concerto da série Esculpir o Tempo no dia 20, no Centro Cultural Camargo Guarnieri.
  • A apresentação intitula-se Do Ritual ao Lírico: Ecos da Vida e da Natureza, com entrada gratuita mediante retirada de ingresso online e doação de um quilo de alimento não perecível, agasalho ou cobertor.
  • O programa percorre Barroco ao Modernismo, incluindo Concerto n.º 3 para Flauta em Ré Maior de Antônio Vivaldi, conhecido como O Pintassilgo.
  • Também está previsto a Sinfonia n.º 2 em Ré Maior de Johannes Brahms e Poema para Flauta e Orquestra, A. 93, de Charles Tomlinson Griffes, com o solo de Tadeu Coelho.
  • A regência fica por conta de Abel Rocha, e a noite inclui ainda a obra contemporânea La Calaca, de Gabriela Ortiz.

A Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo apresenta o quinto concerto da série Esculpir o Tempo, no sábado, dia 20. A programação Do Ritual ao Lírico: Ecos da Vida e da Natureza acontece no Centro Cultural Camargo Guarnieri, com entrada gratuita mediante retirada de ingressos on-line e doação de alimento não perecível, agasalho ou cobertor.

O objetivo é mostrar como a música erudita acompanha a natureza ao longo dos séculos. Em cena, a referência é a relação entre ambiente e composições, com obras que vão do Barroco ao Modernismo, em uma leitura de impacto sensorial.

O programa abre com a Concerto nº 3 para Flauta em Ré Maior, de Antonio Vivaldi. Conhecido como O Pintassilgo, o trecho destaca o canto do pássaro através do sopro das flautas, explorando movimentos da natureza sem simples emulação sonora.

A Sala também executa a Sinfonia nº 2 em Ré Maior, de Johannes Brahms. Escrita durante o verão de 1877 junto ao lago Wörthersee, a peça apresenta uma evolução orgânica dos motivos, com violoncelos e contrabaixos abrindo espaço para uma serenidade ampla.

Sob a regência de Abel Rocha, o programa traz ainda La Calaca, de Gabriela Ortiz, composição contemporânea premiada. A obra propõe uma leitura atual da relação entre música e elementos naturais, com foco em timbres e cadências.

O destaque fica por conta do Poema para Flauta e Orquestra, A. 93, de Charles Tomlinson Griffes. A interpretação fica a cargo do solista Tadeu Coelho, professor de flauta da Escola de Artes da Universidade da Carolina do Norte.

A apresentação reúne repertórios que privilegiam a amplitude sonora, os silêncios e os movimentos da natureza. A direção musical busca transmitir, de forma sutil, a conexão entre ambiente natural e linguagem orquestral.

Estagiária sob supervisão de Alan César Belo Angelucci

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