- A Escola de Ópera da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP estreia, de forma inédita, a montagem de Dido e Enéas, de Henry Purcell, nos dias 15 e 16 de junho, em São Paulo.
- A apresentação ocorre na Central Técnica de Produções Artísticas Chico Giacchieri, no Canindé; os ingressos para as duas sessões já estão encerrados.
- A montagem integra o 60º aniversário da ECA e envolve 55 bolsistas de diversos departamentos, orientados por professores, que cuidaram de todas as áreas da produção operística.
- A Escola de Ópera agrega colaboração entre departamentos e também a Orquestra de Câmara (Ocam) da ECA, promovendo diálogo interdisciplinar e a criação de novos saberes.
- O diretor cênico e o conceito de “obra de arte total” são enfatizados, com leitura contemporânea da peça barroca e duas formações de elencos para as sessões, mantendo o coro cênico constante.
A Escola de Ópera, núcleo da Escola de Comunicações e Artes da USP, apresenta pela primeira vez a montagem de Dido e Enéas, de Henry Purcell. A apresentação ocorre nos dias 15 e 16 de junho, na Central Técnica de Produções Artísticas Chico Giacchieri, em São Paulo. A iniciativa integra as comemorações dos 60 anos da ECA, ainda em curso.
A montagem reúne 55 bolsistas, estudantes de diferentes departamentos da ECA e da Escola de Arte Dramática. O elenco envolve alunos orientados por um corpo docente, com apoio da Orquestra de Câmara da ECA, promovendo uma produção integrada entre música, cena, literatura e artes visuais.
O projeto foi idealizado para funcionar como um laboratório de formação, permitindo troca entre áreas diversas. A proposta é que estudantes aprendam a dialogar entre saberes para construir uma obra coletiva, mantendo o foco na prática operística e na interdisciplinaridade.
Nos bastidores, a direção cênica é compartilhada por dois jovens diretores cênicos, com foco na leitura contemporânea do texto barroco. A equipe busca entender o que a montagem atual traz de novo à leitura de uma ópera que já passou por várias releituras ao longo dos séculos.
A obra aborda temas universais como amor, poder, abandono e escolhas entre desejo e dever. Segundo a coordenação, a relevância de Dido e Enéas persiste, mesmo em tempos diferentes, por tratar de dilemas humanos atemporais.
Curiosidade da produção: dois elencos compartilham o mesmo elenco de solistas, alternando funções entre sessões. O coro cênico permanece estável, formado por atores e atrizes, que pode interagir com o coro de cantores conforme a cena avança.
A iniciativa aponta para o valor da montagem de obras clássicas como forma de diálogo com o público atual. A proposta enfatiza que cada encenação oferece novas leituras e releituras, mantendo a obra viva e relevante.
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