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Festas juninas: inadimplência em direitos autorais ameaça remuneração de artistas

Ecad aponta inadimplência nos direitos autorais das festas juninas, com Pernambuco liderando débitos (20%), comprometendo a remuneração de artistas e compositores

Festas juninas: inadimplência em direitos autorais ameaça remuneração de artistas e compositores
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  • A Ecad alerta sobre inadimplência de direitos autorais de execução pública da edição de 2023 das festas juninas, com dívidas acumuladas ainda não pagas.
  • Pernambuco lidera o débito, respondendo por 20% do montante não pago; Bahia vem em seguida com 17% e Amazonas com 12%.
  • O Ecad explica a distribuição dos valores: 85% vão para criadores (compositores, intérpretes, músicos e titulares), 6% para associações de gestão coletiva e 9% para o Ecad.
  • Entre as músicas mais executadas em eventos licenciados em 2023 estão Festa na roça (Palmeira, Mario Zan), Olha pro céu (Gonzagão, José Fernandes de Carvalho) e Frevo mulher (Zé Ramalho).
  • A inadimplência afeta toda a cadeia criativa e reforça a importância de fiscalização e pagamento justo para manter a economia e a cultura das festas juninas.

A temporada de festas juninas, destacando forró, xote e quadrilhas, deveria trazer alívio financeiro para criadores. Entretanto, a inadimplência nos direitos autorais de execução pública compromete a remuneração de artistas e compositores.

O Ecad alerta que a dívida referente à edição de 2023 já soma valores expressivos. Pernambuco responde por 20% do total não pago, Bahia 17% e Amazonas 12%, entre maio e agosto do ano passado.

A prática de pagamentos atrasados atinge toda a cadeia criativa, passando de grandes nomes a novos talentos. A digitalização aumenta a importância de remuneração justa para quem produz conteúdo musical.

Distribuição de valores e impacto

O Ecad detalha a divisão: 85% vão aos criadores, 6% a associações de gestão coletiva, 9% ao Ecad para custos operacionais. Essa estrutura sustenta compositores, intérpretes e músicos.

Top músicas licenciadas em 2023 mostram força da tradição junina. Festa na roça, de Palmeira e Mario Zan, lidera; Olha pro céu, de Gonzagão e José Fernandes de Carvalho, e Frevo mulher, de Zé Ramalho, aparecem logo depois.

Persistência do desafio e o que vem pela frente

O atraso afeta desde veteranos até novas vozes da música regional. A ampliação de plataformas digitais torna ainda mais necessária a fiscalização e a garantia de pagamento aos autores.

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