- O grupo Wild Wild Women, cinco vozes femininas do rap vindo da Índia, quebra o domínio masculino na cena e transforma experiências de exclusão em arte.
- O coletivo canta em cinco idiomas — hindi, marathi, tâmil, canarês e inglês — e nasceu em Mumbai, conectando raízes locais a uma projeção global.
- Foi a revelação da 22ª edição do festival Sakifo, na Ilha da Reunião, território francês no oceano Índico, marcando a estreia do grupo como primeiro coletivo feminino de rap indiano.
- O repertório aborda resistência, pressão familiar, corpo e identidade femininos, combinando contundência com humor para apresentar a mulher india de forma além de vítima ou luta constante.
- O desempenho e a trajetória sinalizam avanços para outras mulheres no hip-hop indiano, com apoio de aliados na cena, apesar de ainda existir preconceito e desigualdades.
O grupo Wild Wild Women, formado por cinco rappers indianas, rompe barreiras de gênero na música urbana da Índia. Com cinco vozes e cinco línguas — hindi, marathi, tâmil, canarês e inglês —, elas transformam experiências de exclusão em arte e buscam espaço tanto no país quanto fora dele.
Originárias de Mumbai, as artistas têm entre 24 e 32 anos. O grupo surge como resposta a um cenário em que o hip-hop foi historicamente dominado por homens. O uso de várias línguas permite conectividade com diferentes regiões e audiências, ampliando o alcance do movimento.
Revelação internacional
A apresentação das Wild Wild Women marcou a 22ª edição do Sakifo, festival internacional realizado na Ilha da Reunião, território francês no oceano Índico. O grupo foi considerado a grande revelação da edição e, durante a apresentação, conquistou o público local no sul da ilha, em Saint-Pierre, pouco antes do encerramento do evento.
O coletivo é citado como a primeira formação feminina de rap da Índia. A repercussão envolve não apenas a audiência, mas também o ecossistema do hip-hop indiano, que tem visto avanços e ainda enfrenta desigualdades de gênero.
A mensagem por trás do som
As integrantes explicam que suas composições abordam temas como resistência, pressão familiar, identidade feminina e segurança. O objetivo é retratar a mulher indiana de forma multifacetada, incluindo humor e alegria para transformar sofrimento em energia performativa.
A presença do grupo no Sakifo demonstrou que surgem cada vez mais mulheres interessadas no hip-hop na Índia. Mesmo diante de críticas ou recepção mista de parte do público masculino, a atuação internacional é vista como um indicativo de mudança e de conquista de espaço no cenário musical.
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