- Sally Beamish celebra 70 anos com um álbum ecletico e pessoal, em que reúne amigos e membros da família musical.
- A artista, shapeshifter musical, transita entre clássico, jazz e folk, tocando viola e integrando outros instrumentos.
- Faixas destacadas incluem “April” (violino e acordeão) em memória de Ellis Marsalis Jr. e “Gerropaedie” (violino e harpa), homenagem em tom Satie.
- O disco traz composições autobiográficas, como “Crescent” (violino, piano e trompete) inspirada em jogos de família, e “Lurk” (tango para acordeão e viola) do filho Laurie.
- A família está fortemente presente: filha harpista Stephanie assina “House of Wonder”; o marido Peter Thomson participa de “Night Songs”; outros temas contam com a participação de filhos e convidados.
Sally Beamish celebra 70 anos com o álbum House of Wonder, lançado pela Delphian. A obra é descrita como uma celebração pessoal e familiar, com colaboração de amigos e da própria família musical da compositora.
O disco destaca Beamish como uma shapeshifter musical, fluindo entre clássico, jazz e folk. A viola é o instrumento central, executada pela autora em composições que vão da memória à invenção.
Abertura com April, chaconne para viola e acordeão em memória do pianista Ellis Marsalis Jr. Gerropaedie, viola e harp, é um presente de aniversário em estilo Satie para um patrono idoso.
Grande parte do repertório é autobiográfico. Crescent, trio para viola, piano e trompete, evoca jogos de família em Islington, com a ausência emocional do pai sugerida na narrativa musical. Sally’s Tune traça um retrato por Catriona McKay e Chris Stout.
A relação familiar se revela em Lurk, tango afiado para acordeão e viola, assinado pelo filho Laurie; Where You Are, de Tom Beamish, traz melancolia. House of Wonder é uma peça para harp e voz, criada pela harpista Stephanie, filha de Beamish, que também protagoniza a faixa.
Night Songs compõe uma leitura bluesada com vocais “sing-song” da esposa de Beamish, Peter Thomson, escritor. O álbum traz ainda a participação de membros da família em várias camadas instrumentais e vocais, reforçando o tema da casa como espaço criativo.
O projeto foi disponibilizado para audição em plataformas digitais, com foco na diversidade de timbres e na intimidade da prática musical familiar. A obra reforça a identidade de Beamish como compositora e intérprete multidisciplinar.
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