- Nídia Aranha, aos 34 anos, dirige criativamente o visual e musical do álbum Equilibrium, de Anitta, com colaborações de Marina Sena e Liniker.
- Além disso, foi responsável pela direção de arte de dois desfiles da Rio Fashion Week: Misci (Marquês de Sapucaí) e Lenny Niemeyer (Museu do Amanhã).
- Origem em Itaguaí, Baixada Fluminense, com formação em Arquitetura, Design de Produto e Artes Visuais; iniciou videografia musical na pandemia e trabalhou com Iza, Glória Groove e Ludmilla.
- Em 2025, dirigiu o show de Anitta no Global Citizen em Belém, recebendo liberdade criativa que levou à parceria para o álbum; integrou referências locais como Rainhas das Matas e Grande do Som.
- Equilibrium tem foco na fé e na festa, referências do maracatu rural, Folia de Reis e candomblé; projeto é descrito como íntimo e colaborativo, com a obra Ordenha 002 (2021) destacada pela abordagem de identidade travesti.
Nídia Aranha, diretora criativa de 34 anos, está à frente de projetos que conectam moda, música e identidade. Responsável pela direção visual e musical do álbum Equilibrium, de Anitta, ela reúne videoclipes e colaborações com nomes como Marina Sena e Liniker.
Além do trabalho com Anitta, Nídia assina a direção de arte de dois desfiles da Rio Fashion Week, pela Misci e por Lenny Niemeyer, ambos na primeira edição do evento. Seu percurso envolve diversas áreas, da arquitetura à artes visuais, passando por moda e design.
Nascida em Itaguaí, na Baixada Fluminense, a criativa valoriza a ideia de que o belo pode nascer do que é considerado menor. Formada em arquitetura pela UFF e com estudos na UFRJ, ela transitou entre áreas até chegar às artes visuais no Parque Lage.
Trajetória e métodos criativos
A trajetória ganhou impulso durante a pandemia, quando passou a produzir videografia musical após convite de Iza e Felipe Sassi. Depois, passou a colaborar com Glória Groove e Ludmilla, levando a dramaturgia visual para os palcos.
O encontro com Anitta ocorreu em 2025, durante o Global Citizen em Belém, onde a cantora deu liberdade criativa a Nídia. A parceria levou à concepção de um álbum fortemente ligado à cultura local e a elementos ribeirinhos.
A concepção de Equilibrium envolve referências como o maracatu rural, Folia de Reis, cavalhada e Candomblé. A proposta é traduzir códigos culturais em imagem e som, mantendo uma visão íntima e respeitosa das tradições.
Colaboração e impacto
Para viabilizar as ideias em curto prazo, Nídia montou um conjunto de colaboradoras e colaboradores de longa data. O projeto prioriza o trabalho coletivo, com ênfase na troca criativa e na expansão de possibilidades.
Entre as referências está o coletivo Rainhas das Matas, que integra fantasias com saberes ribeirinhos, e O Grande do Som, responsável pela sonoridade Tupinambá. O resultado é uma experiência que mescla fé, festa e artes visuais.
A obra também aborda a identidade de gênero, com a artista travesti que assina como tal, destacando a experiência corporal e artística. O álbum Equilibrium, segundo Nídia, busca novas percepções de mundo através da arte que transborda a vida.
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