- Um novo documentário, Gregg Allman: The Music of My Soul, explora a vida do músico de grande sucesso marcada por traumas, incluindo a morte do irmão Duane Allman em vinte e nove de outubro de 1971.
- Duane morreu aos 24 anos após acidente de moto; Gregg enfrentou anos de dependência e uma relação marcada pela perda.
- O filme distingue Gregg do Allman Brothers Band, destacando seu papel central como compositor e líder de uma identidade solo, com álbuns antes da morte em 2017.
- A trajetória inclui a participação de Gregg na cena de Laurel Canyon, a parceria com Chuck Leavell e a fase de maior popularidade da banda, além de episódios de consumo de heroin e álcool.
- Gregg Allman morreu em dois mil e dezessete de câncer de fígado, após ter feito um transplante de fígado em 2010; o documentário chega aos cinemas dos Estados Unidos em uma noite, em 17 de junho.
Gregg Allman: The Music of My Soul
Um novo documentário examina a vida de Gregg Allman, figura de destaque do rock sulista, marcada por traumas. O filme traz a trajetória do músico até sua morte em 2017 e analisa como essas experiências moldaram sua obra.
Duane Allman, irmão de Gregg, morreu aos 24 anos em 29 de outubro de 1971, após acidente de moto. A perda deixou o núcleo da família profundamente marcado, cenário descrito como presente na vida de Gregg durante anos.
O documentário, dirigido por James Keach, contrasta a trajetória de Gregg com a do The Allman Brothers Band, destacando a dualidade entre o repertório de canções marcadas pela emoção e a vida pessoal conturbada do líder.
Contexto familiar e início da carreira
A família enfrentou traumas desde a infância: o pai foi assassinado quando Gregg tinha dois anos e Duane tinha três. O filme ressalta o impacto disso na formação artística de Gregg, que passou a desenvolver uma voz expressiva e timbre marcante.
Gregg entrou na banda pelos teclados, enquanto Duane moldou o som e a identidade do grupo. A dupla contribuiu para o nascimento do Southern Rock, integrando músicos de diferentes origens ainda em tempos de segregação no sul dos Estados Unidos.
Trajetória e superação
A banda ganhou projeção com o álbum Live at the Fillmore East, lançado no início dos anos 70, ao mesmo tempo em que Duane morria. O filme destaca a reação de Gregg e o impacto emocional do acontecimento na trajetória musical e pessoal dele.
O documentário descreve episódios de dependência de Gregg com a heroína, bem como um período de internação e reabilitação que se estendeu por décadas. A história pessoal é apresentada como parte da evolução artística do músico.
O auge comercial dos Allman Brothers veio com uma reformulação da formação, incluindo o tecladista Chuck Leavell, que trouxe novas texturas ao som da banda. O filme analisa como essa mudança influenciou o fluxo musical e as escolhas de Gregg.
Legado e lançamento
O documentário discute ainda a carreira solo de Gregg, com o álbum Laid Back, e a relação entre traumas, criatividade e reconhecimento público. A obra também aborda a relação com Cher, marcada por momentos de abertura pessoal e tensão.
Em vida, Gregg Allman gravou Southern Blood, lançado quatro meses após sua morte por câncer de fígado. O filme contextualiza esse trabalho como um epílogo musical escrito pelo próprio artista.
Gregg Allman: The Music of My Soul chega aos cinemas dos EUA em 17 de junho, com outras datas de lançamento a serem anunciadas. O projeto busca oferecer uma leitura factual da vida do músico, sem julgamentos, destacando seu papel na história do rock sulista.
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