- Folha promove sessão gratuita do documentário O Gato de Havana, dirigido por Dacio Malta, na próxima terça-feira, às 15h, com debate após a exibição, envolvendo o diretor e o jornalista Alberto Villas.
- A sessão ocorre no auditório da Folha, em São Paulo, com inscrição pelo Sympla.
- O filme revisita a história do piano-bar El Gato Tuerto, ponto central da vida artística cubana, que reuniu artistas como Omara Portuondo, Elena Burke, Pablo Milanés e Chucho Valdés.
- O bar também acolhia exposições de pintura de vanguarda e tinha um restaurante no andar superior com porcelarias de Amelia Peláez.
- A casa ganhou notoriedade entre músicos e celebridades, incluindo Caetano Veloso e Beyoncé, que já passaram pelo local.
A Folha promoverá uma sessão gratuita do documentário O Gato de Havana, dirigido por Dacio Malta. O filme revisita a história do piano-bar El Gato Tuerto, em Cuba, celeiro de noites que marcaram a música local. A atividade ocorre na próxima terça-feira, 23, às 15h, no auditório do jornal, em São Paulo. Após a exibição, o diretor e o jornalista Alberto Villas participam de um debate aberto ao público.
A sessão é gratuita, mas requer inscrição pelo Sympla. O evento acontece no centro de São Paulo, na alameda Barão de Limeira, 425, Campos Elíseos. O documentário apresenta depoimentos de personalidades da música brasileira, incluindo Caetano Veloso e Omara Portuondo. O objetivo é revelar o significado histórico do El Gato Tuerto para a cultura cubana.
Contexto histórico e impacto cultural
Idealizado nos anos 60 pelo produtor Felito Ayón, o El Gato Tuerto tornou-se um espaço de encontro para artistas. Ao longo de décadas, passaram pela casa cantores consagrados e escritores renomados, que contribuíram para a vida intelectual da ilha. Além da música, o lugar abrigava exposições de arte de vanguarda e um restaurante com porcelarias de Amelia Peláez.
Entre as atrações do clube destacaram-se o filin e o bolero, estilos que marcaram o repertório apresentado no palco. A casa ficou conhecida por maratonas de apresentações que chegaram a durar 76 horas sem interrupção. Nessa edição, mais de 500 artistas se revezaram, com cerca de 2.000 canções interpretadas.
O documentário também menciona o papel da casa na cena cultural cubana, com registros de visitas de artistas internacionais. Entre os nomes citados estão Caetano Veloso, que conheceu César Portillo de la Luz, autor de Contigo en la Distancia, e a cantora Omara Portuondo, associada ao Buena Vista Social Club. Também há referência a apresentações com artistas de renome internacional, incluindo momentos de 2014 envolvendo Beyoncé.
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