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Peter Frampton lança disco após adaptação à doença muscular degenerativa

Frampton lança Carry the Light, primeiro álbum de rock com inéditas em dezesseis anos, gravado sob a miosite por corpos de inclusão que afeta suas mãos

Peter Frampton em show de 2025, em Nashville, nos Estados Unidos
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  • Peter Frampton lança Carry the Light, seu primeiro álbum de rock com material inédito em dezesseis anos, com dez faixas e participações de Sheryl Crow, Graham Nash e Tom Morello.
  • Algumas gravações do disco são de cinco a seis anos atrás, enquanto outras são de 2020 a 2025, refletindo a miosite por corpos de inclusão que o afeta desde 2009.
  • O músico diz precisar adaptar a forma de tocar à medida que as mãos ficam mais fracas, usando cordas mais finas para os solos.
  • O filho Julian Frampton participou ativamente, co-produziu o álbum e ajudou a finalizar diversas faixas.
  • A divulgação inclui o documentário Frampton, que acompanha a carreira dele e a luta contra a doença; o single de estreia é Buried Treasure, em homenagem a Tom Petty e aos Heartbreakers.

Peter Frampton lança Carry the Light, o seu primeiro álbum de rock com material inédito em 16 anos, gravado em parte antes e depois de ele enfrentar a miosite por corpos de inclusão (MCI). O disco chega em meio a mudanças na forma de tocar do guitarrista, que continua ativo apesar da doença degenerativa.

As faixas foram registradas ao longo de anos diferentes, incluindo alguns trechos gravados há cinco ou seis anos e outros capturados no ano passado. Frampton, hoje com 76 anos, descreve mudanças na prática de tocar conforme a doença avança, ajustando a forma de executar os solos.

Carry the Light, já disponível nas plataformas digitais, reúne dez músicas com participações de Sheryl Crow, Graham Nash e Tom Morello. O disco traz riffs fortes e canções que preservam o espírito característico do músico.

Processo criativo e produção

O álbum foi finalizado com a colaboração do filho, Julian Frampton, que ajudou a concluir faixas, escreveu outras e atuou como coprodutor ao lado de Peter e Chuck Ainlay. O envolvimento familiar marca a nova fase de Frampton na criação do material.

A obra também é acompanhada pelo documentário Frampton, dirigido por Rob Arthur. O filme estreou no Festival de Tribeca, em Nova York, e aborda a carreira do guitarrista, além da batalha contra a MCI e a turnê de despedida concluída em 2022.

Contexto da saúde e impacto na performance

Frampton afirma que a doença avançou lentamente, exigindo ajustes na técnica. Com a diminuição da espessura das cordas, ele passou a usar calibres 7 nas cordas de solo e 8 nos acordes, preservando a sonoridade que o tornou conhecido.

O músico cita a influência de Django Reinhardt para ilustrar resiliência: mesmo com ferimentos na mão, o guitarrista moldou seu jeito de tocar e manteve a excelência. Os fãs devem perceber mudanças sutis na performance, segundo o artista.

Destaques e referências do álbum

Entre as faixas de destaque estão Buried Treasure, I Can’t Let It Be e Breaking the Mold, que refletem a força dos riffs no disco. A música I’m Sorry Elle traz a participação de Graham Nash, em uma faixa ligada à neta de Frampton.

Buried Treasure serve, ainda, como homenagem a Tom Petty e aos Heartbreakers, incluindo referências ao programa de rádio Tom Petty’s Buried Treasure, que influenciou a formação musical de Frampton.

Retomada de agenda e histórico no Brasil

Frampton já se apresentou no Brasil diversas vezes, com shows em São Paulo ao longo dos anos, incluindo o Ginásio do Ibirapuera. Embora tenha anunciado uma turnê de despedida, o músico segue ativo em produções e lançamentos.

Carry the Light é produzido pelo próprio Frampton, por Chuck Ainlay e Julian Frampton, e tem a Universal Music como gravadora. O projeto reforça a trajetória de Frampton como um dos guitarristas de maior relevância do rock.

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