- Documentário The Last Critic, de Matty Wishnow, revisita a vida e a obra do crítico Robert Christgau, e integra a programação do Festival In-Edit de documentários musicais.
- Christgau tem 84 anos e escreve sobre música desde 1967, tendo comandado a seção musical do The Village Voice por quase quatro décadas.
- Ficou conhecido por guias de discos publicados a partir de 1981 e por avaliações que vão de A+ a E-, em textos breves e diretos.
- O filme traz relatos de críticos de gerações posteriores, como Amanda Petrusich, Ann Powers e Kelefa Sanneh, sobre o impacto da escrita de Christgau.
- Músicos como Randy Newman e Thurston Moore comentam o peso de suas resenhas, que em certos casos influenciavam vendas; Christgau mantém uma newsletter e uma rotina de recebimento diário de novos lançamentos.
Robert Christgau é tema do documentário The Last Critic, dirigido por Matty Wishnow. O filme integra a programação do Festival In-Edit de documentários musicais e aposta na trajetória do crítico mais longevo da imprensa musical dos Estados Unidos.
Com 84 anos, Christgau escreve sobre música desde 1967. Por quase quatro décadas liderou a seção musical do Village Voice e ficou conhecido por guias de discos publicados a partir de 1981, que revisitaram décadas anteriores. Seus livros passaram a carregar seu nome.
O filme traça a atuação de Christgau em contraste com o jornalismo cultural da época, marcado por críticos como Greil Marcus e Ian MacDonald. Sua escrita, concisa, passou a usar notas de A+ a E-, mantendo um estilo ácido, elástico e repleto de referências.
Repercussão entre crítica e música
Críticos de gerações posteriores, como Amanda Petrusich, Ann Powers e Kelefa Sanneh, aparecem no documentário para atestar o impacto da escrita de Christgau. Músicos como Randy Newman e Thurston Moore relatam o peso de seus veredictos sobre vendas e visibilidade.
O filme também destaca a relação do crítico com a música popular, incluindo seu interesse por hip-hop, música africana e movimentos como o Riot Grrrl. Christgau aparece como uma figura que ajudou a popularizar estilos além do rock tradicional.
A narrativa acompanha Christgau e sua esposa, Carola Dibbell, também jornalista, em Nova York. O casal vive em um apartamento com uma coleção robusta de vinis, CDs e fitas, reflexo de quase 60 anos de vida em comum dedicados à música.
Além de registrar a produção editorial, o documentário mostra Christgau recebendo diariamente pacotes de gravadoras e bandas. Esse material alimenta sua newsletter na plataforma Substack, onde publica resenhas de discos e shows.
O título do filme sugere um reconhecimento: o documentário o apresenta como o decano da crítica de rock americana. Em certo sentido, ele é apresentado como possível figura de referência no estado de fluxos da crítica musical contemporânea.
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