- Kim Petras finalizou o álbum Detour há cerca de um ano e o lançou de forma independente em maio, após a gravadora rejeitar o projeto e ela comprar a saída do contrato.
- O disco mescla EDM industrial, grunge e pop, marcando um recomeço na carreira e apresentando faixas como Polo, Jeep e Brutalist.
- O processo contou com nova parceria criativa (Margo XS, Frost Children e Aaron Maine) e direção criativa de Eli Sheppard, com sessões de produção realizadas principalmente à noite em Los Angeles.
- A estética de Detour é construída com looks vintage e moda autoral, incluindo colaboração com Timothy Gibbons, refletindo a identidade da artista e a transição de gênero.
- Petras afirma que finalmente confia no próprio instinto, destacando que o álbum representa a convergência entre quem é, a música e a independência profissional.
Kim Petras lançou Detour de forma independente, após a gravadora recusar o projeto. O álbum mescla EDM industrial, grunge e pop, marcando o início de um novo capítulo na carreira da artista, que saiu do contrato e financiou o próprio disco.
Detour surge como fruto de um ano de negociações e incertezas. Petras, com histórico de várias fases na indústria, optou por manter a música fiel ao seu instinto e apostou em um material mais cru, sem recorrer a fórmulas de pop tradicional.
A abertura do álbum funciona como convite ao recomeço. A faixa-título sinaliza a decisão de seguir um caminho autoral, rompendo com normas estabelecidas pela gravadora e defendendo a autonomia criativa da artista.
No estúdio, Petras reuniu um grupo de colaboradores próximos — Margo XS, Frost Children e Aaron Maine — para construir o som de Detour. O processo ocorreu em sessões noturnas, com a banda apelidada de sociedade de Detour, refletindo o esforço coletivo por trás do projeto.
Visualmente, o projeto também se sustenta em referências marcantes. A capa traz um conjunto customizado com estrelas da bandeira europeia, criado por Timothy Gibbons, enquanto o universo estético foi desenvolvido com Eli Sheppard e peças vintage garimpadas em Los Angeles.
Entre as faixas, destacam-se Polo, que critica a pressão da indústria; Jeep, uma balada sobre um relacionamento tóxico; 101, faixa de electroclash com clima de autoconfiança; e Brutalist, relato autobiográfico sobre a transição de gênero vivida pela artista.
Petras descreve o álbum como o mais coeso até aqui, fruto de uma produção que privilegia vulnerabilidade sem abrir mão da estética arrojada. Ela afirma ter sentido apoio de amigos e fãs ao decidir tornar Detour público.
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