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Maria Bethânia completa 80 anos e compartilha marcos de sua carreira

Bethânia completa oitenta anos e carrega polêmicas que moldaram sua imagem, de 1965 à interrupção de show em 2025 durante a turnê com Caetano

Maria Bethânia no Coala Festival, em 2022
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  • Em 1965, Maria Bethânia substituiu Nara Leão no espetáculo Opinião, gerando desconfiança da crítica, mas sua estreia com Carcará a revelou como revelação nacional.
  • Em 1990, gravou e integrou ao show A Força Que Nunca Seca o clássico sertanejo É o Amor, descrito na época como uma ousadia pela elite da MPB.
  • Em 2011, houve grande polêmica com a captação de 1,3 milhão de reais pela Lei Rouanet para O Mundo Precisa de Poesia, levando a desistência do projeto após ampla repercussão.
  • Na pandemia de Covid-19, em 2021, evitou as lives e permaneceu reclusa; só depois entrou no formato digital, em meio a debates sobre luto coletivo.
  • Em março de 2025, durante a turnê Caetano & Bethânia, houve um incidente no Rio de Janeiro com a equipe técnica, levando Bethânia a interromper o show e citando problemas de som; o episódio gerou controvérsia entre fãs e colegas.

Maria Bethânia completa 80 anos nesta quinta-feira, 18, consolidada como uma das vozes da música brasileira. A “Abelha Rainha” soma mais de seis décadas de carreira, marcada por forte presença artística e episódios que repercutiram na imprensa e nas redes.

Tida como reservada, a irmã de Caetano Veloso sempre preferiu manter o foco na arte. Ao longo dos anos, porém, diferentes momentos polêmicos ajudaram a moldar a percepção pública sobre sua trajetória. A seguir, revisamos cinco episódios que permaneceram marcados em sua história.

Resistência inicial (1965)

Em pleno início de carreira, Bethânia substituiu Nara Leão no espetáculo Opinião, gerando desconfiança entre críticos e público. A estreia trouxe à tona uma leitura intensa de Carcará, que a tornou uma revelação nacional e elevou a música a um símbolo de resistência à ditadura militar.

É o Amor (1990)

No final dos anos 1990, Bethânia incluiu o clássico sertanejo É o Amor, de Zezé Di Camargo & Luciano, em seu show A Força Que Nunca Seca. A escolha enfrentou críticas da elite cultural da época, que via o gênero como menos relevante. A cantora manteve a apresentação sem detalhar justificativas.

Blog de poesia e a Lei Rouanet (2011)

O Ministério da Cultura autorizou captação de 1,3 milhão de reais via Lei Rouanet para O Mundo Precisa de Poesia, projeto envolvendo blog de vídeos com leituras de poemas. O montante gerou forte repercussão pública e debate sobre financiamento à cultura, levando Bethânia a desistir do projeto diante da pressão.

Lives na pandemia (2021)

Durante a pandemia de Covid-19, Bethânia inicialmente adotou o isolamento e não participou de shows online. A decisão gerou debates e pedidos de fãs. Posteriormente, a cantora aderiu ao formato de lives, mantendo o ritmo de atividades artísticas quando houve necessidade de adaptação.

Explosão no palco (2025)

Na turnê Caetano & Bethânia, ocorrida em 2024-2025, Bethânia teve um momento de tensão com a equipe técnica durante apresentação no Rio de Janeiro. A cantora reclamou do retorno sonoro e interrompeu o show, sugerindo que chamassem Caetano para finalizar a apresentação. A controvérsia ganhou repercussão ao ser discutida publicamente por outros artistas, como Ed Motta, que comentou sobre o comportamento nos bastidores.

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