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No Reykjavík Arts Festival, Perfumes Poéticos se misturam a Björk e mais

Festival de Reykjavík amplia experiência cultural com fragrâncias imersivas, instalações de Björk e exposições conceituais, unindo música, arte e inovação

People in a greenhouse with fog.
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  • O Reykjavík Arts Festival investiu em cheiros, com uma instalação de Fischersund criada por Jónsi e familiares, incluindo loja/estúdio com perfumes e velas.
  • O festival destaca as exposições de Björk e James Merry no National Gallery of Iceland, com ambientes imersivos, música e obras associadas a Björk.
  • A programação inclui uma mostra de Karin Sander no Reykjavik Art Museum, com uma instalação que usa vitrines e um complexo conjunto de máquinas para criar um retrato coletivo de Reykjavík em 2026.
  • O Living Art Museum recebe Open Group, coletivo ucraniano, com trabalho de vídeo e uma peça nova chamada Aurora Borealis, ligada ao tema “Ode to Joy”.
  • Outras atrações importantes incluem uma exposição sobre Sólon Íslandus no National Museum of Iceland e apresentações musicais de Hildur Guðnadóttir entre 30 de maio e 14 de junho, com atividades complementares ao longo do verão.

O Reykjavík Arts Festival investiu em uma experiência sensorial incomum durante a edição deste ano: o olfato. Um aroma especial foi criado pela Fischersund, empresa da família de Jónsi, vocalista do Sigur Rós, e de suas irmãs, Lilja, Ingibjörg e Sigurrós Birgisdóttir. O perfume surgiu em uma estufa no centro da capital e também aparece na loja do coletivo, onde são vendidos perfumes, velas e incensos.

A experiência olfativa ganhou continuidade em um concerto de aromas realizado em um espaço da cidade, com amostras distribuídas ao público. A proposta busca acompanhar as instalações e as exposições que integram o festival, que ocorre de forma ampla pela cidade e pelo país durante o verão.

Exposições de Björk e James Merry

No National Gallery of Iceland está em cartaz a mostra da cantora Björk e do artista James Merry. A apresentação associa instalações sonoras de três canções — duas já lançadas e uma nova. A sala dedicada a Sorrowful Soil usa 30 alto-falantes em um anel, inspirado em Forty Part Motet, com projeção da videoarte de Björk.

A peça Ancestress aparece em uma sala vermelha. A nova faixa Nerve Bloom (Remix) acompanha projeções de Natalia Kleszczewska, com animação de Natalie Viv. Imagens de cavalos e figuras humanoides predominam, em composições que dialogam com outras colaborações da artista.

Outras mostras de destaque

Outra mostra relevante fica no Museu Nacional da Islândia, com Karin Sander, artista conceitual alemã. A exposição utiliza vitrines visíveis na entrada para abrigar pertences dos visitantes como memória do conjunto exibido. Um conjunto de máquinas amplia o acervo para criar retratos 3D de Reykjavík em 2026.

O Living Art Museum abriga a mostra Open Group, coletivo ucraniano cujo trabalho de vídeo Repeat After Me II reaparece, com retratos próximos de habitantes da Ucrânia simulando sons de guerra. Uma obra encomendanda, Aurora Borealis, envolveu barreiras de madeira que bloqueiam as janelas do espaço.

Outras experiências e contextos

Outra linha da programação destaca Sólon Íslandus, figura histórica do século 19, com uma mostra no National Museum of Iceland. A exposição reúne desenhos, pinturas e uma narrativa sobre a vida em fuga do artista, além de peças do grupo Mógil inspirado nele.

A programação musical incluiu três apresentações da artista residente Hildur Guðnadóttir, em Harpa e na igreja Hallgrímskirkja. O festival também apresentou composições do grupo viibra, ligado ao projeto de Björk, em diferentes formatos, incluindo um conjunto de flautas.

Panorama e desdobramentos

O festival, que ocorreu de 30 de maio a 14 de junho, abriu espaço para intervenções museais na Islândia toda, com exibições que se estendem pelo verão e além. A diversidade de linguagens — sonoridades, instalações, vídeo e esculturas — marca a edição como um”alimento sensorial” para o público.

O festival também destacou a relação entre arte brasileira e europeia por meio de suas curadorias e parcerias, mantendo o foco na produção contemporânea, experimentação e atuação de artistas de renome e novos nomes.

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