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Maria Luiza Jobim revela disco nascido de um céu rosa

Rosa no Céu surge da sinestesia entre Lisboa e Rio, mescla bossa, pop e chanson em produção de Marcelo Camelo

Maria Luiza Jobim — Foto: Divulgação/Marina Guimarães
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  • Maria Luiza Jobim lança o terceiro álbum solo, Rosa no Céu, disponível nas plataformas de streaming, inspirado pela sinestesia entre luzes do fim de tarde em Lisboa e no Rio de Janeiro.
  • O disco mescla bossa nova, pop indie e outras influências, mantendo uma leitura coesa sem soar uniforme; a geografia de Lisboa e do Rio Norteia o conceito.
  • Cinco das oito faixas são de autoria dela, em parceria ou sozinha; Marcelo Camelo assina produção, arranjos e base instrumental, sendo visto como parceiro essencial.
  • Destaques incluem Go go go (em inglês, clima praiano) e La javanaise (dueto com Chico Chico), além de Rosa no Céu — título criado numa troca de mensagens com Mallu Magalhães.
  • A cantora destaca a importância de compor mais do que cantar e afirma que a experiência de viver entre Brasil, Portugal e outras culturas a ajuda a se conhecer melhor e a explorar o repertório de seu pai, Tom Jobim, de forma independente.

Maria Luiza Jobim lançou Rosa no Céu, terceiro álbum solo, em que registra a passagem entre Lisboa, onde mora, e o Rio de Janeiro, berço da sua vida pública. O disco aborda a sinestesia visual de um pôr do sol azulinho e o lusco-fusco que inspira a composição.

A artista descreve o trabalho como um mergulho em atmosferas que misturam pop indie, bossa-nova e influências francesas. O resultado foca em uma narrativa coesa, com produção que harmoniza instrumentos quentes, congas e violões, sem soar uniforme.

Processo criativo e linguagens

A geografia do álbum reflete o trânsito entre cidades: Lisboa e Rio influenciam a sonoridade e a escolha de idiomas. Em algumas faixas, a cantora opta pelo inglês, por questões de melodia e liberdade criativa, mantendo o conteúdo lírico alinhado ao sentido musical.

Marcelo Camelo assina produção, arranjos e base instrumental, consolidando uma parceria antiga que já inclui Mallu Magalhães. Cinco das oito faixas são minhas ou em colaboração, com a convivência entre estilos ajudando a costurar o álbum.

Destaques e releituras

Go go go abre o disco em inglês com clima praiano, definindo a lógica de linguagem de cada faixa. Portugal apresenta a mesma ideia de trânsito entre continentes. A única regravação é La javanaise, em dueto com Chico Chico, conectando heranças de Tom Jobim e Cássia Eller.

Rosa no Céu, faixa-título, nasceu de uma brincadeira entre Maria Luiza e Mallu Magalhães, com o vocal apoiado por cordas de Jaques Morelenbaum. A canção funciona como corrediça entre as demais faixas, fortalecendo o conceito do disco.

Heranças e identidade

A cantora destaca a influência do pai, mas afirma que a prioridade é encontrar seu próprio caminho artístico. Ao longo da entrevista, ela ressalta a necessidade de ocupar o espaço herdado sem ofuscar o legado, mantendo-se fiel à sua verdade criativa.

O disco encerra ao consolidar uma presença autoral: cinco faixas com assinatura própria ou em parceria, uma produção que conversa entre gêneros e uma visão de mundo que convida o ouvinte a acompanhar esse trajeto entre cidades.

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