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Ir a um show é descrito como um teste de resistência

Gigs viram teste de resistência: som ruim, ingressos caros e distração; cinema surge como alternativa estável para o público

Illustration: Guardian Design/Getty
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  • O texto critica a experiência de ir a shows, com som ruim, ingressos caros e comportamentos incômodos de público, contrastando com a sensação de ir ao cinema.
  • O autor aponta que a indústria musical tem se sustentado mais por shows ao vivo do que pela venda de música, e que artistas nem sempre controlam falhas técnicas ou a organização.
  • O modelo de turnês e residências é visto como oneroso para fãs (despesas com viagem e hospedagem) e privilegiado para artistas, que chegam sem precisar se deslocar tanto.
  • A ideia de “comunhão” em shows é questionada; o relato menciona situações desconfortáveis, como pessoas derrubando bebidas no público.
  • Em comparação, o cinema é apresentado como alternativa mais estável e agradável, com ambiente controlado, itens de consumo mais simples e ausência de incômodos parecidos.

A coluna de Sasha Mistlin questiona o que há de endurecedor em ir a shows ao vivo. Em uma reflexão publicada no Guardian, o texto descreve experiências ruins em apresentações de rap em Londres e compara com a experiência de cinema, destacando fatores como sonorização, preços de ingressos e comportamento de público.

Mistlin relata um show em um local do norte de Londres, com sonorização turva, setlist desalinhado e um frequentador gravando tudo para as redes sociais. O relato serve para ilustrar a percepção de que muitos shows são encarados como um obstáculo, ao invés de uma experiência fluida.

A reportagem/opinião aponta que a indústria musical tem enfrentado pressões econômicas, levando artistas a atravessar modelos de turnês que visam maior receita. O não controle sobre o sistema de sonorização, a segurança e as taxas de ingressos é citado como fator que prejudica a qualidade dos shows.

Também há crítica ao “modelo de residência” de turnês, em que grandes artistas costumam se apresentar em mega-venues com custos adicionais para deslocamento e hospedagem dos fãs. O texto contrapõe essa experiência com a de ir ao cinema, que oferece ambiente controlado, silêncio obrigatório e bebidas diferentes, sem situações de desconforto entre o público.

No conjunto, a autoria questiona a ideia de que shows são momentos de comunhão e destaca a percepção de que a experiência ao vivo nem sempre entrega o que promete. O autor mantém o tom de observação sobre o formato de entretenimento ao vivo, sem apresentar soluções definitivas.

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