- Juçara Marçal lança o álbum Dessemelhantes, gravado com a pianista Thaís Nicodemo, com piano preparado para levar as canções a territórios diferentes.
- A ideia do disco é evitar o caminho óbvio de voz e piano, abrindo espaço para experimentação sonora nas faixas.
- O projeto será apresentado pela dupla neste sábado e domingo, no teatro do Sesc Pompeia.
- A trajetória da artista mistura música, teatro e literatura, após deixar a carreira acadêmica em 2015 para se dedicar integralmente à música.
- Marçal mantém colaborações com o Metá Metá e outros nomes da cena paulista, movendo-se entre projetos diversos e formatos variados.
Juçara Marçal lança o disco Dessemelhantes, gravado com a pianista Thaís Nicodemo, em formato voz e piano. O lançamento ocorre após a apresentação de trabalhos que mesclam música, teatro e experimentação.
A carreira da cantora, presente na cena independente de São Paulo, atravessa Sesc e espaços culturais da cidade. Dessemelhantes marca a atuação da artista aos 64 anos, em sintonia com a prática de buscar caminhos não repetidos na música.
A trajetória de Marçal mistura palco e sala de aula. Formada em letras e com mestrado, ela foi professora universitária antes de se dedicar integralmente à música a partir de 2015, quando o grupo Metá Metá consolidou-se como referência.
Novo álbum Dessemelhantes
Gravado ao lado de Thaís Nicodemo, o disco propõe uma leitura incomum do duo voz e piano. O piano preparado, com objetos entre cordas e martelos, desloca as canções para territórios pouco usuais, evitando o caminho óbvio de um simples repertório de voz e piano.
A apresentação de Dessemelhantes ocorre neste fim de semana no teatro do Sesc Pompeia, marcado para os dias 20 e 21. A dupla assume o palco buscando dialogar com a tradição da MPB ao mesmo tempo em que incorpora sensibilidade experimental.
Trajetória e influências
Ao longo da carreira, Marçal recusa a repetição como método criativo. Entre trabalhos anteriores estão o encarnado, que a colocou como intérprete radical, e experiências com samba, eletrônica e referências internacionais. A cantora descreve a fala da palavra como essencial para produzir sentido.
Nascida no Rio de Janeiro e criada em São Sebastião, interior de São Paulo, a artista mudou-se para a capital paulista nos anos 1980 em busca de estudos. A vida profissional acabou conectada à música, ao ativismo cultural e às colaborações com artistas como Kiko Dinucci, Thiago França e Romulo Fróes.
A cidade de São Paulo aparece tanto como desafio quanto impulso criativo. Marçal valoriza a rede de parcerias que a mantém em movimento, evitando o conforto da consolidação estática. A diversidade de formatos de sua carreira reforça o eixo de sua estética.
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