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Juçara Marçal transforma recusa da repetição em método artístico

Juçara Marçal transforma a recusa da repetição em método artístico com o duo Dessemelhantes, ao lado de Thaís Nicodemo no Sesc Pompeia

A cantora Juçara Marçal no Festival Latinidades de 2024
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  • Juçara Marçal lança o álbum Dessemelhantes, gravado com a pianista Thaís Nicodemo, com piano preparado para levar as canções a territórios diferentes.
  • A ideia do disco é evitar o caminho óbvio de voz e piano, abrindo espaço para experimentação sonora nas faixas.
  • O projeto será apresentado pela dupla neste sábado e domingo, no teatro do Sesc Pompeia.
  • A trajetória da artista mistura música, teatro e literatura, após deixar a carreira acadêmica em 2015 para se dedicar integralmente à música.
  • Marçal mantém colaborações com o Metá Metá e outros nomes da cena paulista, movendo-se entre projetos diversos e formatos variados.

Juçara Marçal lança o disco Dessemelhantes, gravado com a pianista Thaís Nicodemo, em formato voz e piano. O lançamento ocorre após a apresentação de trabalhos que mesclam música, teatro e experimentação.

A carreira da cantora, presente na cena independente de São Paulo, atravessa Sesc e espaços culturais da cidade. Dessemelhantes marca a atuação da artista aos 64 anos, em sintonia com a prática de buscar caminhos não repetidos na música.

A trajetória de Marçal mistura palco e sala de aula. Formada em letras e com mestrado, ela foi professora universitária antes de se dedicar integralmente à música a partir de 2015, quando o grupo Metá Metá consolidou-se como referência.

Novo álbum Dessemelhantes

Gravado ao lado de Thaís Nicodemo, o disco propõe uma leitura incomum do duo voz e piano. O piano preparado, com objetos entre cordas e martelos, desloca as canções para territórios pouco usuais, evitando o caminho óbvio de um simples repertório de voz e piano.

A apresentação de Dessemelhantes ocorre neste fim de semana no teatro do Sesc Pompeia, marcado para os dias 20 e 21. A dupla assume o palco buscando dialogar com a tradição da MPB ao mesmo tempo em que incorpora sensibilidade experimental.

Trajetória e influências

Ao longo da carreira, Marçal recusa a repetição como método criativo. Entre trabalhos anteriores estão o encarnado, que a colocou como intérprete radical, e experiências com samba, eletrônica e referências internacionais. A cantora descreve a fala da palavra como essencial para produzir sentido.

Nascida no Rio de Janeiro e criada em São Sebastião, interior de São Paulo, a artista mudou-se para a capital paulista nos anos 1980 em busca de estudos. A vida profissional acabou conectada à música, ao ativismo cultural e às colaborações com artistas como Kiko Dinucci, Thiago França e Romulo Fróes.

A cidade de São Paulo aparece tanto como desafio quanto impulso criativo. Marçal valoriza a rede de parcerias que a mantém em movimento, evitando o conforto da consolidação estática. A diversidade de formatos de sua carreira reforça o eixo de sua estética.

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