- Dado Villa-Lobos lança o quarto disco solo, O que Você Quiser, que nasce do confinamento em Lisboa e da experiência de exílio durante a pandemia.
- O título foi mudando de Exílio no Bairro dos Mortos para uma abordagem menos soturna, buscando leveza mesmo diante de tensões políticas e sociais.
- O álbum dialoga com temas como o Rio de Janeiro sob tensão, o exílio em Portugal, a relação com a família e a memória de amigos, mantendo uma linha criativa marcada pela trilha sonora.
- A abertura instrumental Endurance funciona como portal sonoro, em tentativa de transformar tensão em movimento e sobrevivência criativa.
- O disco conta com colaborações de Herbert Vianna, Nenung e Humberto Gessinger, além de produção de Estevão Casé e Rodrigo Tavares, mantendo a pegada de composição com bases instrumentais antes de chegar às letras.
Dado Villa-Lobos lança o quarto disco solo, O que Você Quiser, registrando cinco anos de trajetos pessoais e políticos. O álbum nasce em meio ao confinamento causado pela pandemia, com o compositor em Lisboa, sem poder voltar ao Brasil.
A obra é uma crônica de 2020 a 2025, mesclando tensão social e a busca por leveza. No repertório, o Rio de Janeiro sob pressão, o exílio em Portugal, a família dispersion, a chegada de netos e a memória dos amigos aparecem como fios condutores.
O disco teve início com demos caseiras, próximas de temas enviados por Emerson Facão. Depois, Estevão Casé e Rodrigo Tavares transformaram as bases na forma final, mantendo a essência de trilha sonora para filmes e séries.
Parcerias e produção
A colaboração com Nenung aparece em várias faixas, ampliando o universo sonoro do álbum. Humberto Gessinger participa em uma faixa, com Lucas Vasconcellos contribuindo em outros momentos da obra. Herbert Vianna executa um solo de guitarra em uma faixa, carregando memórias da juventude de Dado.
A matéria gráfica que acompanha o lançamento reforça a ideia de uma música que transita entre peso e delicadeza. As guitarras de Kill the Klan ganham energia, enquanto Meu Primo (Hoje É Carnaval) aborda racismo no Rio de Janeiro com crueza.
A produção também se apoiou na experiência de Dado com trilhas sonoras para cinema e televisão, o que ajuda a estruturar as faixas como cenas em construção. O título, segundo o artista, ganhou uma leitura mais positiva com a orientação de Fausto Fawcett.
A faixa-título sugere ambiguidade entre ameaça e conselho, em meio a imagens urbanas de despojamento e busca por salvação. O disco fecha com Monsanto, explorando a ideia de arte como reação diante do caos.
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