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Guitarrista do Death Angel comenta os desafios atuais das bandas de metal

Guitarrista do Death Angel aponta técnica elevada, mas critica saturação e falta de identidade no metal atual, pela padronização entre bandas

Christie Goodwin / Redferns via Getty / Rolling Stone Brasil
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  • Ted Aguilar, guitarrista do Death Angel, afirma que o metal atual tem técnica elevada, mas sofre com falta de originalidade e saturação no mercado, em Califórnia, EUA.
  • Ele elogia a habilidade técnica da nova geração, dizendo que há músicos incríveis que poderiam “dar um baile” nos veteranos.
  • A crítica não é à qualidade individual, e sim à forma como as bandas se conectam hoje, com muitos conectados a influenciadores e YouTubers.
  • Segundo ele, no passado as bandas criavam juntos, aprendiam juntas e componham em grupo; hoje há mais isolamento e tecnologia, o que diminui a sinergia humana.
  • Apesar disso, ele garante que não é contra as bandas atuais e reconhece que há talento, apenas aponta o paradoxo entre competência técnica e padronização do gênero.

Na entrevista publicada pelo canal Pipeman, destacada pelo Guitar.com, Ted Aguilar, guitarrista do Death Angel, aponta um paradoxo no metal contemporâneo: há técnica de alto nível, mas falta identidade. O músico é da Califórnia, nos Estados Unidos.

Segundo Aguilar, a soma de tecnologia avançada e isolamento na escrita tem reduzido o aspecto humano das composições. Ele afirma que o cenário atual abriga músicos habilidosos, porém a originalidade fica comprometida pela saturação de propostas semelhantes.

Apesar de elogiar o talento, o guitarrista observa que muitas bandas soam parecidas entre si. Ele destaca que a época de bandas distintas como Anthrax, Overkill, Death Angel e Testament favorecia singularidade que hoje estaria em falta.

Talento na nova geração

Aguilar diz que o problema não é o talento: jovens instrumentistas teriam nível técnico excepcional e capacidade de surpreender. O desafio, na visão dele, é a forma de se conectar entre os músicos, não apenas a habilidade individual.

Para ele, a prática colaborativa ficou menos comum. Antes, uma banda descobria o caminho juntos, compondo e trocando ideias na sala de ensaio. Hoje, a dependência de plataformas digitais teria reduzido esse contato humano.

Ele pondera que a tecnologia facilita a criação e o envio de riffs, mas ainda é essencial estar na mesma sala para manter sinergia e expressão coletiva. A dinâmica entre pessoas, segundo o músico, pode influenciar positivamente a qualidade do som.

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