- Marcelo Bonfá, baterista e um dos fundadores da Legião Urbana, é o convidado da coluna GENTE aos 61 anos, falando de música, memórias e política.
- Em entrevista, ele apresenta seu livro em quadrinhos, Minha banda preferida de todos os tempos, com memórias, bastidores e reflexões sobre a arte.
- O músico relembra o período anterior à internet e a formação da Legião Urbana em 1982, em Brasília, destacando o contexto da cena punk e o acesso a discos estrangeiros.
- Fala sobre Renato Russo, o papel dele na banda e a construção do rock brazuca dos anos oitenta, em meio a mudanças que levaram ao som definitivo do grupo.
- Comenta sobre a turnê pós-Legião, conflitos ideológicos entre integrantes e a visão de Bonfá de que a música não precisa ser ferramenta de apoio a um candidato.
Marcelo Bonfá, aos 61 anos, é o convidado da coluna GENTE em seu programa semanal. O baterista e cofundador da Legião Urbana fala sobre música, memórias, carreira solo e a relação com a arte. O material faz parte da veiculação no VEJA+ e plataformas associadas.
O músico apresenta seu livro biográfico em quadrinhos, intitulado Minha banda preferida de todos os tempos. Ele descreve o projeto como poético, com capa que remete à música e ao vinil, e reconhece desafios de adaptar a vida em HQ.
Bonfá relembra a formação da Legião Urbana, iniciada em 1982 a partir de Brasília. O grupo surgiu no contexto da cena punk e tinha ligações com a banda Aborto Elétrico, buscando expressão jovem na época sem internet.
MEMÓRIAS EM QUADRINHOS
O baterista afirma ter elaborado parte da obra, embora haja histórias não computadas no livro. A ideia é criar continuidade e personagem, mesmo sendo ele próprio o protagonista, com detalhes como o cabelo aos 12 anos.
ANTES DA INTERNET
Fala sobre a origem da Legião Urbana com Renato Russo e a influência do cenário musical da época. Conta que a banda se formou quando convidados para tocar em locais maiores, levando a mudanças na formação.
FORMAÇÃO DA BANDA
Bonfá destaca Renato Russo como figura central, com visão artística e senso de humor. O baterista ressalta a importância da relação entre os integrantes para a construção do som e da identidade da banda.
DEFININDO RENATO RUSSO
Descreve Renato como irmão mais velho, inteligente e respeitoso, ao mesmo tempo divertido. Reforça que Renato era complexo e influente na trajetória da Legião Urbana.
CENA POLÍTICA
O músico diz não ser politicamente perfeito nem alinhado a um partido específico. Enfatiza foco no relacionamento humano, o que, segundo ele, guia a relação com o público sem assumir rótulos.
DIREITA OU ESQUERDA
Afirma ter posição política própria, variando entre elementos de diferentes lados. Questiona a necessidade de opinar sobre voto, defendendo liberdade de escolha e crítica da política sem ser porta-voz.
QUE PAÍS É ESSE
Bonfá observa que a Legião jamais teve filiação partidária. A música, diz, fala de contextos que atingem brasileiros e pessoas ao redor do mundo, mantendo significado mesmo diante de mudanças políticas.
BRIGA NA TURNÊ
Relata que a banda sempre trabalhava unida, mas havia vida pessoal distinta. A turnê de 2000 a 2000 mostrou divergências entre Bonfá e Dado, com conflitos de visão criativa e gestão de projeto.
INCOMPATIBILIDADES IDEOLÓGICAS
Cita um show no Rock in Rio onde enfrentou resistência dentro da turnê. Explica que as desavenças não foram apenas políticas, mas ligadas a diferenças de conceito artístico e de gestão entre os envolvidos.
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