- Morreu nesta segunda-feira, aos 94 anos, Clive Davis, em sua casa no distrito de Manhattan, Nova York, após internação por problemas respiratórios.
- Davis foi um dos executivos mais influentes da indústria musical, ajudando a reformular a Columbia nos anos sessenta e chegando a ser presidente da gravadora; liderou a criação de Arista e, depois, da J Records.
- Ao longo da carreira, impulsionou artistas como Whitney Houston, Aretha Franklin, Barry Manilow, Alicia Keys e Jennifer Hudson, além de promover o retorno comercial de Santana e Rod Stewart.
- Ficou conhecido por suas festas anuais pré-Grammy desde 1976 e por ter um papel central na construção de estrelas, comércio musical e decisões criativas dentro das gravadoras.
- Entre reconhecimentos, integrou o Rock and Roll Hall of Fame (categoria não intérprete) em 2000 e fez doações para criar o Clive Davis Institute na Tisch School of the Arts da Universidade de Nova York.
Clive Davis, magnata da indústria musical e criador de estrelas como Whitney Houston, morreu aos 94 anos em sua casa em Manhattan, Nova York. A família confirmou o falecimento após Davis ter sido hospitalizado por problemas respiratórios.
Conhecido por moldar carreiras em várias gravadoras, ele impulsionou barcos de sucesso com Aretha Franklin, Barry Manilow, Alicia Keys e outras estrelas. Davis também ficou famoso por promover festas pré-Grammy que atraíam grandes nomes do setor.
O executivo iniciou a trajetória na Columbia Records em 1960 e chegou à presidência em 1967. Sua visão ajudou a introduzir o rock na gravadora e conectou artistas ao mercado comercial de forma ambiciosa e estratégica.
Trajetória e marcas
Mudou a Columbia para Arista, em 1974, promovendo artistas como Barry Manilow, Patti Smith e Dionne Warwick. Ali desenvolveu um histórico de reerguer carreiras e criar catálogos que resistiram a mudanças na indústria.
Ao ampliar seus ganhos, lançou a J Records em 2000, após aceitar financiamento da BMG. O estúdio passou a abrigar Alicia Keys e outros nomes, consolidando Davis como gestor de mudanças no pop.
Polêmicas e controvérsias
Davis foi alvo de críticas por interferir no processo criativo de seus artistas, o que gerou desentendimentos com nomes como Tony Bennett e, mais tarde, com a imprensa. A carreira, porém, manteve-se marcada por acertos comerciais.
Entre as disputas, figura o episódio com Whitney Houston, cuja imagem foi alvo de debates sobre condicionamentos promovidos pela gravadora. Mesmo com críticas, Houston teve um retorno de enorme sucesso.
Legado de longo alcance
Davis foi incluído no Hall of Fame do Rock, não como intérprete, e manteve o papel de mentor para artistas como Houston, Keys e Santana. Suas festas do Grammy consolidaram-se como referência anual no circuito musical.
Em 2002, criou o Clive Davis Institute na NYU, hoje parte da Tisch School of the Arts. Doou milhões para fomentar educação na indústria musical, deixando um legado de formação de talentos.
Últimos anos e lembranças
Mesmo com o passar dos anos, Davis manteve atuação ativa, buscando novos sucessos para seus artistas. Em 2021, organizou a festa de retomada no Central Park, ainda que enfrentando intempéries climáticas durante o evento.
Barack Obama chegou a enviar uma mensagem por vídeo na festa mais recente dele, destacando a influência de Davis na música. A comunidade musical lamenta a perda de um dos seus nomes mais persistentes.
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