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Orquestra Sinfônica da USP realiza concerto gratuito sobre Poéticas do Invisível

Concerto gratuito da Orquestra Sinfônica da USP investiga a poesia dos sons invisíveis na música, com doações solidárias de alimento não perecível e agasalhos

O concerto traz, além de maestrina, dois solistas convidados – Foto: Divulgação Osusp
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  • A Orquestra Sinfônica da USP apresenta, neste sábado, o concerto gratuito “Poéticas do Invisível”, regido pela maestrina Cláudia Feres.
  • A apresentação faz parte da série Esculpir o Tempo e ocorre no Centro Cultural Camargo Guarnieri, com ingressos reservados online.
  • Os solistas são Horácio Gouveia (piano) e Tiago Garcia (clarinete), ambos da Osusp.
  • O programa começa com In response to the unheard music hidden in the shrubbery, de Tatiana Catanzaro, seguido por Concerto para piano em Sol maior, de Maurice Ravel, e Sinfonia nº 7, de Antonín Dvořák.
  • A entrada é gratuita e solidária, com sugestão de doação de 1 quilo de alimento não perecível, agasalhos ou cobertores.

A Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) apresenta neste sábado o concerto Poéticas do Invisível, regido pela maestrina convidada Cláudia Feres. A apresentação é gratuita e solidária, com sugestão de doação de um quilo de alimento não perecível ou agasalhos. Reservas devem ser feitas online, sem cobrança de ingresso.

A série Esculpir o Tempo reúne maestros e solistas de renome nacional e internacional ao lado da Osusp. Cláudia Feres é mestre em composição pela Northwestern University e já conduziu a Osusp, além da Orquestra Sinfônica da Universidade de Londrina e a Orquestra Jovem de Heliópolis. Ao lado dela atuam Horácio Gouveia, no piano, e Tiago Garcia, no clarinete.

Programa e convidados

A abertura é In response to the unheard music hidden in the shrubbery, de Tatiana Catanzaro, inspirada no poema Burnt Norton, de T. S. Eliot. A obra busca revelar sons inaudíveis por meio de texturas e efeitos instrumentais contemporâneos. A maestrina ressalta o uso de timbres e movimentos que lembram revoadas de pássaros.

Logo em seguida, o programa inclui o Concerto para Piano em Sol Maior, de Maurice Ravel, com destaque para a clareza tonal e a interação entre solista e orquestra. A leitura busca equilibrar lirismo e virtuosismo, mantendo a fluidez das linhas musicais.

A seção final é a Sinfonia nº 7, de Antonín Dvořák. A regente aponta que a peça carrega o luto do compositor, em contexto de perdas familiares e turbulência política da época, o que amplia a leitura da obra como expressão de invisíveis que se transformam em som percebido.

Contexto e abordagem

Durante a programação, a poética dos sons não audíveis é apresentada como uma prática de escuta detalhada. A escolha do repertório reflete a intenção de revelar camadas sonoras que vão além da palavra, conectando história pessoal do compositor a acontecimentos históricos da região da Boêmia, hoje República Tcheca.

A regente comenta que o concerto oferece uma diversidade de timbres e técnicas, com foco em texturas sonoras que exploram efeitos contemporâneos. A leitura interpretativa enfatiza a transformação de elementos invisíveis em experiência musical compartilhada pelo público.

Serviço

Data: 27 de Junho (Sábado)

Horário: 16h (ingressos reservados até 15h50)

Local: Centro Cultural Camargo Guarnieri

Entrada: gratuita solidária

Sugestão de doação: 1 kg de alimento não perecível, agasalhos em boas condições e cobertores

Estagiária sob supervisão de Alan César Belo Angelucci

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