- Tarantino revelou, em lista publicada originalmente pela revista Uncut Take 1, em maio de 1997, seus top discos favoritos.
- 1. Blood On The Tracks (1975), Bob Dylan — álbum favorito; marcado pela transformação na obra do Dylan e pela “obra-prima” da segunda fase.
- 2. Tangled Up In Blue (1975), Bob Dylan — canção do mesmo álbum, destacada pela ambiguidade lírica e pela leitura que muda conforme o ouvinte.
- 3. Band Of Gold (1970), Freda Payne — aposta pela produção, sonoridade pop/R&B e pela voz da interprete.
- 4. The Sun Sessions (1976), Elvis Presley — coletânea considerada expressão pura de Elvis; amor pelo artista supera a fase de Las Vegas.
- 5. I Ain’t Marching Anymore (1965), Phil Ochs — álbum de protesto/folk; destacado pela capacidade de combinar poesia e crítica social com impacto emocional.
Quentin Tarantino revelou, em 1997, os álbuns e trilhas sonoras que mais tocaram seu coração. A lista original foi publicada pela revista Uncut Take 1 e ganhou nova circulação nas redes. O cineasta traz uma seleção que mistura rock, folk e trilhas de cinema, refletindo sua relação com a música ao longo da vida.
Entre os favoritos, o disco Blood On The Tracks de Bob Dylan ocupa o topo do ranking, com Tarantino destacando a passagem do rockabilly para o folk e a obra-prima que ele identifica no álbum. A segunda posição fica com Tangled Up In Blue, faixa do mesmo Dylan, reconhecida pela ambiguidade lírica que permite várias leituras.
A influência de Freda Payne e Elvis
Em terceiro, Band Of Gold de Freda Payne encanta pela mistura de produção pop/R&B com voz marcante, gerando uma energia que o diretor associa a sensações fortes. A quarta posição fica com The Sun Sessions de Elvis Presley, lembrando a importância da voz pura do artista para Tarantino, especialmente para quem cresceu admirando o rei do rock.
Philosofia musical e protesto
Entre os álbuns de protesto, I Ain’t Marching Anymore de Phil Ochs aparece em quinto lugar, com Tarantino elogiando a habilidade do músico de combinar humor e crítica social. Em sexto, The Highwayman, também de Ochs, é citado pela interpretação vocal que o tocou profundamente.
Trilhas de cinema que marcaram
A lista reserva espaço para trilhas de cinema: The Great Escape, de Elmer Bernstein, ocupa a sétima posição e é elogiada pela capacidade de transportar o filme para a cabeça do ouvinte. Em oitavo surge Sisters, trilha de Bernard Herrmann para o filme Irmãs Diabólicas, destacada pelo clima de suspense que provoca.
Em nono, Under Fire, de Jerry Goldsmith, recebe reconhecimento pela força do tema principal, comparado a composições de Morricone, ainda que erre ao não abrir o filme com ele. Por fim, a trilha de Vingança, de Jack Nitzsche, completa o top 10, valorizada pela exuberância e elegância que funciona mesmo fora do contexto do filme.
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