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Dave Grohl revela lista dos 10 melhores álbuns de todos os tempos

Dave Grohl indica os dez melhores álbuns de todos os tempos, com The Beatles no topo e influência de Pixies, Led Zeppelin e Public Enemy

Dave Grohl, líder do Foo Fighters
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  • Dave Grohl listou seus dez álbuns favoritos de todos os tempos em 2000, e a seleção continua influente para fãs de rock hoje.
  • 10º lugar: Kyuss – Blues for the Red Sun (1992). Álbum considerado pilar do stoner rock; Grohl disse que o disco mudou a sua vida e ajudou a reinventar o hard rock dos anos setenta; o clipe de Green Machine ficou semanas no topo da Billboard.
  • 5º lugar: Public Enemy – Yo! Bum Rush the Show (1987). Disco de estreia do grupo de hip‑hop, conhecido por discurso político e críticas à mídia; Grohl lembrou a revolução que o álbum representou no gênero.
  • 2º lugar: The B-52’s – The B‑52’s (1979). Álbum de estreia da banda, sucesso internacional com Rock Lobster; Grohlitou lembranças de vê-los no Saturday Night Live e como o disco abriu um mundo novo de música.
  • 1º lugar: The Beatles – The Beatles (1968), também conhecido como Álbum Branco. Grosista com 30 faixas inéditas que percorram várias eras; Grohl destacou faixas como Blackbird, Revolution, Helter Skelter e comentou sobre a ambiência histórica do lançamento.

Dave Grohl, líder do Foo Fighters, compila sua lista de 10 álbuns favoritos de todos os tempos. O ex-baterista do Nirvana revelou as escolhas, incluindo referências que o influenciaram na trajetória até o Rock in Rio 2026, onde a banda é headliner.

A seleção, inicialmente publicada em 2000, mantém relevância ao longo de décadas, com discos que moldaram o rock e gêneros adjacentes. Grohl comenta como cada título influenciou seu jeito de tocar e compor.

Grohl também enfatiza a diversidade da lista, que vai do rock cru aos híbridos com hip hop e funk. A seguir, os álbuns e as justificativas, em ordem decrescente.

10) Kyuss – Blues for the Red Sun (1992)

O segundo álbum de Kyuss é visto como pilar do stoner rock e teve boa performance na Billboard. Grohl diz que o disco mudou sua vida, ao reinventar o hard rock dos anos 70 com grooves pesados e sonoridade marcante.

A canção Green Machine chegou ao topo da Billboard por semanas, destacando o peso sonic da banda. Grohl relembra a sensação de ouvir algo novo, sem abandonar uma sensação de familiaridade.

9) Frank Black – Frank Black (1992)

Este é o debut solo de Frank Black, líder do Pixies. Grohl afirma ter ouvido muito o álbum, que mescla referências do pop alternativo com letras ácidas. O músico observa que a obra é coesa, porém desafiadora para o grande público.

A faixa I Heard Ramona Sing ficou associada a trilhas de cinema. Grohl compara o álbum a trabalhos anteriores dos Pixies pela densidade criativa e ecletismo.

8) Mark Lanegan – The Winding Sheet (1990)

The Winding Sheet marca a estreia de Lanegan em carreira solo, com abordagem acústica intimista. Grohl elogia a expressividade vocal e a atmosfera melancólica do disco, destacando a participação de Kurt Cobain em backing vocals e de Krist Novoselic em um tema.

Grohl afirma que o álbum representa aquele período de Seattle, quando a cena musical ganhava identidade própria. Lanegan, ligado ao Screaming Trees, revela uma faceta mais direta e sensível.

7) Pixies – Surfer Rosa (1988)

Surfer Rosa é o debut do Pixies, que funde rock, pop e punk com surf music. Grohl diz que o disco transformou a relação entre bandas da época, influenciando uma geração de artistas com uma estética cru e ousada.

O álbum teve produção de Steve Albini, cuja assinatura sonora ficou marcante na história do rock independente. Grohl brinca que o Nirvana bebeu bastante das ideias dos Pixies.

6) Melvins – Gluey Porch Treatments (1987)

Gluey Porch Treatments é promovido como pilar do sludge e precursor do grunge. Grohl descreve a banda como uma formação de garagem que evoluiu para um som pesado, desafiando expectativas da época.

Ele contrasta a pressão estética do momento com a abordagem dos Melvins, que tocavam lentamente para criar impacto máximo. A linha entre punk, metal e experimentação aparece como motor criativo.

5) Public Enemy – Yo! Bum Rush the Show (1987)

Grohl exibe uma aposta inusitada ao incluir Hip Hop político na lista. Yo! Bum Rush the Show é o álbum de estreia do Public Enemy, reconhecido por letras confrontadoras e produção audaciosa.

O músico relembra um show em Washington DC, quando a energia da banda e o contexto da época deixaram marca. O álbum é destacado pela força de seus temas sociais.

4) Bad Brains – Rock for Light (1983)

Grohl aponta Rock for Light como possível favorito absoluto, por fundir hardcore com reggae de forma inovadora. O disco traz versões de faixas do primeiro álbum e faixas inéditas, com influência direta no palco ao vivo.

Ele elogia a performance ao vivo dos Bad Brains, destacando a combinação de energia, técnica e visão musical. A fusão de estilos é apresentada como marco do rock independente.

3) Led Zeppelin – Coda (1982)

No pódio, Grohl escolhe um disco de epílogo do Led Zeppelin, reunindo faixas gravadas entre 1970 e 1978. A obra é valorizada pela bateria de John Bonham, que o músico considera essencial para sua forma de tocar.

Grohl diz preferir alguns álbuns da banda, mas destaca Coda pela faixa Bonzo’s Montreux, que o acompanhou em noites de estudo e prática. A coletânea é descrita como atemporal.

2) The B-52’s – The B-52’s (1979)

O álbum de estreia da The B-52’s abriu portas para o uso de elementos de new wave com rock, surf e pop psicodélico. A obra recebeu certificação de ouro e platina em diversos mercados.

Grohl lembra ter visto a banda no Saturday Night Live, o que o apresentou a uma sonoridade que ele classifica como estranha e cativante. O hit Rock Lobster é destacado pela sua característica guitarrística marcante.

1) The Beatles – The Beatles (1968)

Em primeiro lugar, o Álbum Branco dos Beatles é apresentado como marco da carreira. O projeto abrange 30 faixas e transita por diversos estilos, com a gravação ocorrida durante uma temporada em Índia.

Grohl cita Blackbird, Helter Skelter e Revolution como faixas favoritas. A obra é lembrada pela sua influência duradoura e pela abrangência tonal que moldou gerações de músicos.

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