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Exposição na Caixa Cultural SP celebra trajetória de Elifas Andreato

Exposição na Caixa Cultural SP apresenta a trajetória de Elifas Andreato, grafista e cenógrafo, cuja parceria com o irmão Elias marcou a cultura brasileira

O artista gráfico e cenógrafo brasileiro Elifas Andreato. (São Paulo (SP), 00.00.1988, foto: Vidal Cavalcante/Folhapress)
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  • A Caixa Cultural de São Paulo abriga a exposição “Elifas Andreato — Além da Moldura” até 20 de setembro de 2026, que relembra a vida e a obra do artista.
  • Elifas Andreato (1946-2022) foi um dos maiores designers gráficos e cenógrafos do Brasil, famoso pelas capas de discos de Elis Regina, Chico Buarque, Tim Maia e outros.
  • Além de capas, ele atuou no teatro, criando identidades visuais, cenários e figurinos para montagens como Equus, Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, Murro em Ponta de Faca e Calabar: O Elogio da Traição.
  • Mantinha uma forte parceria com o irmão Elias Andreato, ator e diretor, que o acompanhou até os últimos anos; Elias escreveu e protagonizou o monólogo Van Gogh em 1993 em homenagem ao irmão.
  • A mostra, curada por Batman Zavareze e com projeto expográfico de Susana Iacevitz, oferece recursos com obras interativas, projeções e uma sala de cinema onde Elifas conta bastidores de suas criações e da censura.

A Caixa Cultural de São Paulo recebe a exposição Elifas Andreato — Além da Moldura, em cartaz até 20 de setembro de 2026. A mostra traça a trajetória de um dos maiores designers gráficos do Brasil, cuja obra dialoga com música, teatro e política.

O público percorre a vida de Elifas Vicente Andreato (1946-2022) a partir de uma leitura visual que une vinis, capas de discos, cartazes e cenografia teatral. Autodidata que aprendeu a ler aos 15 anos, ele transformou vivências de classe em linguagem universal.

A exposição reúne obras que marcaram a cultura brasileira, como capas para Elis Regina, Chico Buarque e Tim Maia, além de propostas para teatro que conectam imagem e palavra de modo coerente. Os trabalhos refletem o espírito de época.

Trajetória no teatro e a leitura da política

Cartazes de montagem, cenografia e figurinos aparecem integrados à narrativa dramática. Em Equus, por exemplo, o traço capturou a tensão entre desejo e violência encenada por atores de destaque. Em Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, o desenho destacou o sufocamento doméstico.

A mostra evidencia como Elifas traduziu temas políticos em imagens persuasivas. Em Murro em Ponta de Faca, o exílio ganha forma visual de resistência. Em Calabar: O Elogio da Traição, a crítica à opressão ganha peso simbólico que atravessa décadas.

Parceria familiar e legado para as artes

A parceria com o irmão Elias Andreato atravessa a vida pública do artista. Elias participou de projetos até 2022, com cenografia na montagem de Morte e Vida Severina. Em 1993, Elias escreveu e protagonizou o monólogo Van Gogh em homenagem ao irmão.

A curadoria fica a cargo de Batman Zavareze, com projeto expográfico de Susana Iacevitz. A mostra utiliza obras suspensas, projeções interativas e instalações que conversam com quem caminha pelo espaço.

Experiência criativa: cinema e bastidores

Uma sala de cinema dentro da exposição permite ouvir Elifas narrar, em voz própria, os bastidores de suas criações e as estratégias para contornar a censura. A sessão oferece aprofundamento sobre como a arte resistiu a momentos de repressão.

O conjunto da mostra reforça o papel de Elifas como referência da identidade visual brasileira. Ao unir música, teatro e política, a exposição revela o impacto duradouro de seu trabalho na cultura nacional.

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