- Maria Bethânia completa oitenta anos e é referncia na música brasileira, com destaque para os momentos marcantes de sua trajetória.
- Aos 19 anos de carreira, deixou Salvador para o Rio em 1965, assumindo o papel de substituta de Nara Leão no Show do Opinião, durante a ditadura.
- O Zicartola, espaço político-cultural no Rio, foi cenário de encontros de Bethânia com nomes como Cartola, Zé Keti e Nara Leão, fortalecendo sua ligação com a MPB.
- A relação com Caetano Veloso é antiga e forte, com várias composições dele na voz da cantora, além de parcerias que incluem reconhecimento de outras artistas, como Vanessa da Mata.
- Homenagens de colegas como Carlinhos Brown e Paulinho da Viola ressaltam a importância de Bethânia na cultura brasileira; ela participa, no dia oito de agosto, do show Festival Doce Maravilha no Rio de Janeiro.
Maria Bethânia completa 80 anos consolidando-se como referência da música brasileira, com uma trajetória marcada por mudanças de palco, parcerias marcantes e uma vigência que atravessa gerações. A celebração chega acompanhada de avaliações sobre o papel da artista na cultura nacional.
Nascida Maria Bethânia Viana Telles Veloso, em 18 de junho de 1946, em Santo Amaro da Purificação, Bahia, ela saiu de Salvador para o Rio de Janeiro em 1965 para substituir Nara Leão no Show do Opinião, enfrentando o contexto da ditadura e a dispersão do Teatro Arena. O Zicartola, espaço político-cultural de Cartola e Dona Zica, foi palco de encontros que ajudaram a moldar a sua etapa inicial.
A insistência de Caetano Veloso para que a irmã adotasse o nome Maria Bethânia, escolhida após um sorteio familiar, ficou conhecida entre os fãs. Ao longo da carreira, a cantora consolidou uma leitura própria da MPB, com repertório que abriu espaço para poetas como Fernando Pessoa e Clarice Lispector, mantendo viva a poesia e a cultura popular brasileira.
Parcerias e influências
Na trajetória, Bethânia gravou Recital da Boite Barroco e, na prática, definiu um caminho de autonomia artística ao escolher repertórios de compositores como Noel Rosa, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Dorival Caymmi. A relação com Caetano Veloso estimulou repertórios e colaborações que marcaram gerações.
A artista também fomentou vínculos com novos nomes. Vanessa da Mata descreveu a experiência de ter a obra interpretada pela cantora como um marco inicial, ressaltando a influência e o apoio recebidos, além da convivência que ajudou a lançar a própria carreira da compositora. Chico César destacou o papel de Bethânia ao trazer a voz para artistas emergentes.
Pretinho da Serrinha, que dirigiu shows e participou de projetos com Bethânia, relembra encontros que resultaram em turnês e gravações, como o álbum Mangueira, a Menina dos Meus Olhos, além de performances memoráveis como Bethânia e Caetano. A proximidade com a artista é descrita como fonte de estímulo e energia no palco e fora dele.
Homenagens e próximos passos
Representantes da música brasileira, como Carlinhos Brown e Paulinho da Viola, enfatizaram a importância de Bethânia para a cultura nacional. Brown ressaltou a perenidade de sua voz e influência, enquanto Paulinho relembrou a amizade de décadas e parcerias, inclusive turnês pela Europa nos anos 70.
Em 2026, Bethânia segue atenta a novos projetos e parcerias. No dia 8 de agosto, está prevista uma colaboração com Paulinho da Viola em show no Festival Doce Maravilha, no Rio de Janeiro, consolidando a continuidade da sua atuação artística e a conexão com novas audiências.
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