- ATEEZ lançou o 14º mini-álbum, “GOLDEN HOUR: Part.5”, com cinco faixas e a música “BAD” como carro-chefe, promovida como inspirada no funk brasileiro.
- A faixa não tem versos em português, optando por coreano e espanhol, o que gerou debates entre internautas sobre a fidelidade cultural.
- O episódio se soma a uma polêmica semelhante com P1Harmony, em março, cujo EP “UNIQUE” também teve batidas brasileiras, mas com letra em espanhol.
- O produtor Zegon, do Tropkillaz, afirmou que o funk é uma estética globalmente flexível e que facilita a exportação para o pop internacional.
- Fãs destacam o risco de intercâmbio sem participação de profissionais brasileiros, temendo abordagem superficial e pouca reciprocidade com o público sul-americano.
O grupo sul-coreano ATEEZ lançou nesta sexta-feira o 14º mini-álbum, GOLDEN HOUR: Part.5, contendo cinco faixas inéditas. A faixa principal é BAD, anunciada como o título da nova era do octeto. A produção ficou a cargo da KQ Entertainment e da imprensa coreana, com o funk brasileiro como referência.
A divulgação initial indicou que BAD foi inspirada no funk brasileiro, mas o lançamento gerou debate nas redes. Diferentemente do expected, a canção não traz versos em português, trabalhando coreano e espanhol, o que surpreendeu fãs e especialistas.
O episódio atual não é isolado. Em março, o grupo P1Harmony enfrentou polêmica parecida com o EP UNIQUE, cuja faixa-título trazia batidas associadas ao funk brasileiro e letras em espanhol, gerando discussão entre o público.
Na ocasião, integrantes do grupo explicaram a escolha de cantar em espanhol, argumentando que o funk já circula nesse idioma e que a produção buscava ampliar o alcance global. O debate voltou a ganhar força entre fãs e intérpretes.
Especialistas apontam que o funk tem sido visto como estética global no K-Pop, com a produção brasileira influenciando lançamentos de várias gravadoras sul-coreanas. A estrutura do funk facilita fusões com pop e dance.
O produtor Zegon, do Tropkillaz, comentou que a versatilidade do funk permite misturas com trap, melódico e R&B, facilitando sua exportação. Para ele, o K-Pop funciona como uma estética híbrida que acolhe muitos estilos.
O between também destaca que, quando a colaboração não envolve profissionais brasileiros no estúdio, há risco de a influência parecer superficial ou comercial, sem respeito cultural e reciprocidade com o público sul-americano.
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