- Peter Frampton lança Carry The Light, seu primeiro álbum de composições inéditas em dezesseis anos, coescrito com o filho Julian Frampton, com participações de Sheryl Crow, H.E.R., Bill Evans, Tom Morello, Graham Nash e Benmont Tench.
- O single Buried Treasure teve letra criada a partir de títulos de músicas de Tom Petty, morto em dois mil e dezessete. O disco já está disponível em formato físico e digital.
- Em 2019, Frampton revelou ter miosite por corpos de inclusão, doença autoimune que degrada a musculatura, o que o levou a adaptar apresentações, fazer shows sentado e registrar material antes de perder a destreza nos dedos.
- Além do álbum, ele prepara um documentário biográfico, Frampton, apresentado no Festival de Tribeca, e lançou atividades paralelas como o livro de memórias e shows gravados, com foco em 50 anos do clássico Frampton Comes Alive! (1976).
- Em entrevista ao Estadão, ele falou sobre a mudança na forma de tocar, a colaboração com o filho na composição e a possibilidade de apresentações no Brasil após o verão, além de comentar a visão sobre sua carreira e o momento político atual.
Peter Frampton, ícone do rock britânico naturalizado norte-americano, lança Carry The Light, o primeiro álbum com composições inéditas em 16 anos. O trabalho já está disponível em formato físico e digital e marca o retorno do músico aos estúdios após enfrentar a degeneração muscular causada por uma doença autoimune.
Coescrito com o filho Julian Frampton, o álbum reúne convidados como Sheryl Crow, H.E.R., Bill Evans, Tom Morello, Graham Nash e Benmont Tench. O single Buried Treasure traz a letra construída a partir de títulos de músicas de Tom Petty.
Frampton, que hoje tem 76 anos e está com residência em Nashville, decidiu registrar novas músicas mesmo após revelar, em 2019, ter miosite por corpos de inclusão. A doença o levou a adaptar apresentações e a partir de então priorizar gravações e projetos no estúdio.
Novo material e próximos passos
A produção contou com a coprodução de Chuck Ainlay, renomado engenheiro de som, e a participação direta do filho como coautor e co-produtor. Em entrevista, Frampton destacou a importância de manter a criatividade ativa diante da Progressive degeneração muscular.
Entre os lançamentos recentes estão o álbum All Blues (2019) e Frampton Forgets the Words (2021), este último instrumental. Também saiu um registro ao vivo do Royal Albert Hall, em Londres, e o músico prepara um documentário biográfico intitulado Frampton, apresentado no Festival de Tribeca.
Contexto de carreira e repertório
Carry The Light chega em 2026 para marcar os 50 anos de Frampton Comes Alive!, álbum que consolidou a carreira solo do artista após deixar o Humble Pie. O cantor também destacou a defesa da memória histórica em canções que pedem refletir sobre erros do passado.
No diálogo com o Estadão, Frampton abordou mudanças no modo de tocar, dizendo que o ato de tocar solo nasce do instinto e que prefere manter o improviso, com pausas para reavaliação entre tomadas. O músico também comentou sobre a relação com o filho na fase criativa do álbum.
Questionado sobre a possibilidade de shows no Brasil, o artista afirmou que, no momento, não há planos, mas não descartou apresentações no país após o verão norte-americano. A agenda, no entanto, permanece incerta para 2026.
Entre na conversa da comunidade