- A última noite do 59º Festival de Parintins terminou a disputa entre Caprichoso e Garantido com homenagens, emoção e foco na apuração das notas dos jurados, marcada para segunda-feira, 29, às 16h, após a partida da seleção brasileira pela Copa do Mundo.
- Caprichoso abriu o encerramento com o show Norte Brasil – Chão de Bravos, destacando a resistência cultural da Amazônia e encerrando a narrativa da noite azul; houve homenagem ao ex-trip Morkinho Azevedo (sic, o texto original cita Markinho Azevedo) antes da entrada na arena.
- A Lenda Amazônica Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente, inspirada na Ilha do Bananal, contou a história do guerreiro Maricá; a cunhã-poranga Marciele Albuquerque conduziu a alegoria, em momento de grande impacto visual.
- Garantido comemorou Parintins com o espetáculo Parintins, Terra Encantada, incluindo o Templo do Sol e a Festeiro de Santo, além do ritual A Travessia das Cinzas; Isabelle Nogueira se despediu como Cunhã-poranga após onze anos na comissão.
- Entre os destaques, a Sinhazinha Valentina Cid emocionou ao tocar violino na arena e o pajé Erick Beltrão apareceu com jaguar robótico, efeito visual de destaque.
A noite de terça-feira marcou a conclusão do 59º Festival de Parintins, no Bumbódromo. Caprichoso e Garantido fecharam a disputa com apresentações cheias de homenagens, ancestralidade e rituais amazônicos. A apuração das notas dos jurados ficará a cargo dos avaliadores.
O Caprichoso abriu o último dia com o espetáculo Norte Brasil – Chão de Bravos, reafirmando a resistência da cultura amazônica. A narrativa enfatizou memória, pertencimento e preservação das tradições da Região Norte.
Antes da entrada oficial na arena, o tripa Edson Azevedo comentou a preparação para o encerramento. Foi prestada homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo, falecido em 2023, com estrela exibida no Bumbódromo.
Caprichoso
Na arena, o item Lenda Amazônica trouxe Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente, inspirado na Ilha do Bananal. A história do guerreiro Maricá salvando seu povo ganhou destaque com a cunhã-poranga Marciele Albuquerque ao centro da alegoria.
A Figura Típica Regional homenageou As Farinheiras da Amazônia, valorizando quem produz farinha de mandioca e preserva saberes tradicionais. Rainha do Folclore Cleise Simas participou ativamente da apresentação.
O Auto do Boi Brasileiro – Exaltação Cultural reuniu personagens tradicionais, fortalecendo as origens do boi-bumbá e sua importância para a cultura brasileira. O encerramento incluiu o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre.
O Ritmo ganhou contornos visuais com o xamã em formação e a travessia pelo portal Inhum-djêk, além do encontro com Okti, o Grande Gavião-Real, figura do primeiro xamã da tradição Xikrin. Sinhazinha Valentina Cid tocou violino em meio à plateia.
O pajé Erick Beltrão surgiu acompanhado de um jaguar robótico, recurso tecnológico que chamou a atenção pelo visual impactante do espetáculo. A apresentação terminou mantendo o tom de reverência à ancestralidade.
Garantido
O Garantido fechou o festival com Parintins, Terra Encantada, transformando a arena em celebração de cultura, fé, lendas e encantarias da ilha. A temática exaltou Parintins como território de mitos e saberes.
Em seguida, a Lenda Amazônica Templo do Sol, inspirada no povo Konduri, contou a história de Kwaracy, símbolo da origem da luz e da vida. A Figura Típica Regional Festeiro de Santo destacou as festas religiosas da região.
O encerramento trouxe o Ritual Indígena A Travessia das Cinzas, com referência aos ritos funerários Konduri e à passagem do espírito entre mundos, águas e encantados da Amazônia.
Entre os momentos marcantes, a Cunhã-poranga Isabelle Nogueira se despediu após 11 anos no Garantido, encerrando seu ciclo com emoção na arena. Ela deixa o posto após três participações como Rainha do Folclore.
Ao final das três noites de apresentações, permanece a expectativa pela apuração das notas dos jurados, prevista para segunda-feira, às 16h, após a partida do Brasil pela Copa do Mundo.
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