- O North Sea Jazz Festival, em Roterdã, celebra cinquenta anos neste ano, reunindo grandes nomes do jazz no Ahoy Roterdã até 12 de julho, com cerca de 90 mil espectadores.
- Ao longo de cinco décadas, o festival recebeu artistas como Miles Davis, Etta James, Prince e Bette Carter, consolidando-se como referência no gênero.
- O Bird Club, espaço próximo ao festival, abriga jam sessions noturnas onde artistas improvizam; Roy Hargrove, D’Angelo e Prince já passaram por lá, entre outros.
- O festival reuniu mais de mil artistas e mantém a tradição de mesclar jazz com outras vertentes, mantendo o foco no legado da música negra.
- Em busca de atrair novas gerações, o line-up deste ano inclui nomes de jazz puro e de outros estilos, como Burna Boy, Pat Metheny e Kris Davis.
O North Sea Jazz Festival celebra meio século mantendo vivo o que se considera a era de ouro do jazz. A edição de 2026 acontece em Ahoy Rotterdam, nos Países Baixos, reunindo grandes nomes do jazz, do funk e de fusões com atuação ao longo de um fim de semana em julho. O espaço indoor transforma-se num polo para performances e encontros entre artistas consagrados e revelações.
Desde a sua origem, em 1976, o festival recebeu protagonistas como Miles Davis, Ornette Coleman, Etta James, Wayne Shorter e Prince. Hoje, a organização aponta que mais de 1.000 artistas já passaram pelo evento e que o público soma cerca de 90.000 pessoas ao longo das edições. A proposta mantém o foco na qualidade musical e na diversidade de estilos.
Atrações e ambiente
Na linha de frente, nomes de alto gabarito costumam compor as noites. O Bird Club, espaço próximo ao palco principal, é palco para jam sessions que mesclam improviso e novidades. Em edições passadas, artistas como Roy Hargrove e D’Angelo protagonizaram encontros espontâneos que ficaram marcados na memória.
A programação anual busca equilibrar tradições do jazz com sonoridades contemporâneas. Além de pianistas e trompetistas, a curadoria inclui artistas de R&B, soul e Afrobeat, mantendo a ligação com a história negra da música e abrindo espaço para novas gerações. O objetivo é atrair novos públicos sem perder as raízes do gênero.
Perspectivas para 2026
Com a continuidade da tradição de encontros e improvisos, o festival promete apresentações inéditas em formatos variados. Robert Glasper destaca a prática de jam sessions como essência da filosofia do North Sea, aliando performances com sessões improvisadas ao final das agendas. A organização afirma que o equilíbrio entre respeito à tradição e inovação continua sendo o norte do evento.
O North Sea Jazz Festival segue até 12 de julho, em Rotterdam. Organizado para celebrar a memória musical e estimular novas criações, o festival reforça a ideia de que jazz é um espaço dinâmico, capaz de dialogar com diferentes gerações e estilos.
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