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Lykke Li quer cancelar o status quo da indústria musical

Lykke Li mira romper rótulos da indústria musical e conquistar liberdade criativa com o álbum The Afterparty

Lykke Li no Coachella em abril de 2026
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  • Lykke Li lançou o sexto álbum, The Afterparty, descrito como disco para dançar no fim do mundo, com 24 minutos e nove faixas.
  • As músicas foram escritas em Los Angeles e gravadas em Estocolmo, com produção executiva da própria Li e de Björn Yttling; a faixa conta com uma orquestra de 17 instrumentistas.
  • A cantora reflete sobre dualidade, busca por liberdade criativa e explica por que quer ser uma “rockstar britânica fuckboy” — indo além da imagem indie-pop que recebia na juventude.
  • Li, mãe de duas crianças, diz ter passado por mudanças pessoais e profissionais e afirma que pretende seguir fazendo música, mesmo tendo sido apontada por alguns como possível último álbum.
  • Em turnê de verão e durante o Coachella, a artista defende a ideia de “cancelar a assinatura” dos termos da indústria e de escolher sua própria persona no palco, citando inspirações como o filme Beau Travail para a libertação artística.

A cantora sueca Lykke Li revelou detalhes sobre o novo álbum, The Afterparty, em entrevista com a Rolling Stone. O trabalho chega em meio a reflexões sobre liberdade criativa, a pressão da indústria e a busca por autenticidade em um momento de mudanças globais.

Na conversa, realizada por Zoom a partir de Los Angeles, Li explica que o disco é composto por nove faixas em 24 minutos. O LP, descrito pela artista como um álbum para dançar no fim do mundo, foi em parte escrito em Los Angeles e gravado em Estocolmo, com produção executiva de Li e Björn Yttling.

The Afterparty: conceito e produção

A obra aborda temas existenciais, entre êxtase e medo, com uma orquestra de cordas de 17 instrumentistas. Entre as faixas estão referências a dualidades pessoais e à sensação de ruptura diante de um contexto global conturbado, segundo a própria Li.

A evolução da artista

Li, hoje com 40 anos, relembra a recepção de Youth Novels, em 2008, e o rótulo de indie pop que a seguiu. Ela cita a busca por identidade ao longo de três álbuns posteriores, incluindo o retorno com Eyeye (2022) ao lado do produtor Yttling.

O percurso criativo e a performance

Durante a entrevista, Li descreve a busca por liberdade total como parte de seu amadurecimento artístico. Ela também comenta o desejo de testar formatos diversos, incluindo a possibilidade de usar apenas seis faixas em um futuro projeto.

Beleza da expressão e referências

A artista compara o processo de terminar um álbum à dificuldade de realizar uma visão, citando a necessidade de manter o mistério na composição. Em tom mais revelador, Li relembra a ideia de abandonar rótulos e abraçar uma persona musical sem amarras.

Coachella e referências visuais

Li relembra um momento marcante do show de Coachella, quando dançou ao som de uma música eurodance e acendeu um cigarro no palco, referência direta ao filme Beau Travail, que aborda a libertação da masculinidade. O momento ganhou repercussão entre fãs.

Impacto e futuro

A cantora afirma não encerrar a carreira, apesar de ter mencionado, em certo momento, que The Afterparty poderia ser seu último álbum. Ela afirma que a motivação principal é a criação musical, independentemente de formar uma identidade fixa.

O objetivo final, segundo Li

O foco está em conquistar liberdade criativa e definir o que é seu diante da indústria. Li reflete sobre o desafio de manter a expressão autêntica frente a pressões externas, buscando ser uma artista que possa escolher sua persona sem restrições.

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