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Músicos paraenses celebram ritmo amazônico Siriá no Rio

Banda paraense celebra 50 anos do siriá no Rio, com shows gratuitos para famílias de até dois salários mínimos e ingressos a R$ 15 (inteira) / R$ 7,50 (meia)

Banda de músicos paraenses celebra no Rio os 50 anos do siriá, ritmo amazônico. Foto: Maria Haydêe/Divulgação
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  • Banda Baile do Mestre Cupijó, de Belém, celebra o siriá, ritmo amazônico, no Rio de Janeiro a partir desta sexta (3).
  • Apresentações são gratuitas para quem a renda familiar é de até dois salários mínimos, conforme o PCG, com classificação livre e intérpretes de Libras; ingressos para demais pessoas: R$ 15 inteira e R$ 7,50 meia.
  • Programação: sexta, no Sesc São Gonçalo, às 19h; domingo, no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, às 18h; dia oito, no Sesc Copacabana, às 19h; dia onze, no Sesc Nova Iguaçu, às 16h.
  • O grupo celebra cinquenta anos do siriá revisitando quatro álbuns do Mestre Cupijó, lançados entre 1974 e 1976: Siriá Volume 1, Dance o Siriá Volume 2, Siriá Siriá Volume 3 e Siriá Volume 4.
  • O espetáculo mistura música, dança e ritmos do Baixo Tocantins, com novo formato e projeto de gravação de um álbum, previsto para o fim deste ano ou início de 2027, incluindo clipe.

A banda paraense Baile do Mestre Cupijó desembarcou no Rio de Janeiro para celebrar os 50 anos do siriá, ritmo amazônico ligado ao carimbó. O conjunto inicia a turnê neste sexta-feira (3), com apresentações gratuitas para quem a renda familiar seja de até dois salários mínimos, conforme o PCG. Ao todo, serão quatro shows em unidades do Sesc.

O espetáculo homenageia Mestre Cupijó, nascido em Cametá (PA) e falecido em 2012. O músico foi uma referência do siriá, um ritmo tradicional do Baixo Tocantins. A banda leva o repertório e a história dele a diferentes cidades do estado.

João P. Cavalcante, diretor da formação, afirma que a agenda no Rio marca uma retomada do festival, com leitura contemporânea do patrimônio musical paraense. Entre os itens do repertório, estão quatro álbuns que completam 50 anos: Siriá Volume 1, Dance o Siriá Volume 2, Siriá Siriá Volume 3 e Siriá Volume 4.

Festejo

No primeiro semestre, a apresentação ocorre nesta sexta, 3, no Sesc São Gonçalo, às 19h. O público terá acesso gratuito para quem se enquadrar no PCG e ingressos a R$ 15 (inteira) ou R$ 7,50 (meia) para os demais.

No domingo, 5, o grupo se apresenta no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, às 18h. A série segue no Sesc Copacabana, no Rio, em 8 de setembro, às 19h, e encerra no Sesc Nova Iguaçu, em 11, às 16h.

A diretoria do grupo confirma participação de intérpretes de Libras para todas as sessões. A proposta é unir música, dança e os ritmos do Baixo Tocantins, numa leitura atual do patrimônio cultural brasileiro.

O projeto recebeu apoio do Edital Cultura Sesc Rio Pulsar, que viabilizou a presença da banda no estado. Cavalcante reforça que a missão é celebrar a memória de Cupijó e ampliar o alcance dos quatro álbuns fundadores.

Nascimento

A banda nasceu a partir de um documentário biográfico após a morte de Mestre Cupijó, idealizado pela sobrinha Jorane Castro. A iniciação ocorreu para resgatar registros históricos do artista e do siriá.

Carla Costa substituiu Cavalcante na formação, mantendo os dez integrantes e ampliando a voz feminina no grupo. O visual musical inclui metais, cordas, percussões amazônicas e dança, criando uma apresentação integrada ao patrimônio cultural paraense.

Os músicos trabalham na gravação de um novo álbum, com lançamento previsto para o final deste ano ou início de 2027. A produção contemplará um clipe e futuras apresentações no Rio, além de tournê nacional.

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