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Como foi feito ‘Caruá’, pérola da psicodelia nordestina com Lenine jovem

Caruá, álbum de Paulo Rafael e Zé da Flauta, ganha versão remasterizada e chega ao público pela primeira vez, quase quatro décadas após lançamento

Dois homens com cabelos longos apoiam os braços sobre um portão com padrão geométrico de triângulos em preto, branco e cinza. Eles estão em pé atrás do portão, com apenas as cabeças e braços visíveis. O cenário é externo, com parede pintada ao fundo.
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  • O álbum Caruá, de Paulo Rafael e Zé da Flauta, foi registrado no fim dos anos setenta e lançado em mil cópias, financiadas pela dupla.
  • A obra é considerada uma pérola da psicodelia nordestina, associada à era udigrudi de Recife, e chegou ao streaming pela primeira vez quase meio século depois do lançamento.
  • Metade das cópias foi vendida nos shows de Alceu Valença; o restante foi entregue a jornalistas e amigos, com cópias enviadas ao exterior (George Pompidou, em Paris, e à Casa da Música, em Portugal).
  • A edição atual foi remixada e remasterizada, sendo prensada em vinil pela Três Selos/Rocinante.
  • Paulo Rafael faleceu em 2021; Zé da Flauta seguiu carreira em grupos como Ave Sangria, Quinteto Violado e Spok Frevo Orquestra, trazendo memórias da época de criação do Caruá.

Na segunda metade dos anos 1970, Paulo Rafael e Zé da Flauta atuavam como músicos profissionais na cena do Recife, integrando a banda de Alceu Valença. Moravam no Rio de Janeiro e consolidavam-se como parceiros criativos.

Em 1980, lançaram o álbum Caruá, uma joia da psicodelia nordestina, com apenas mil cópias financiadas pela dupla. Parte das músicas foi vendida em shows, outra parte enviada a jornalistas e amigos, incluindo envios ao exterior.

Caruá chega ao público

A obra ficou restrita a arquivos piratas e a poucos LPs preservados até aqui. A remasterização recente foi prensada novamente em vinil pela Três Selos/Rocinante, ampliando o alcance da gravação inédita da dupla.

Contexto da dupla

Paulo Rafael era guitarrista fiel a Alceu Valença e Zé da Flauta flautista, que também passou pelo Quinteto Violado e pela SpokFrevo Orquestra. Os dois se conheceram na adolescência e formaram a banda Phetus, marco inicial do udigrudi em Recife.

Influências e trajetória

Ao longo da década de 1970, o duo integrou a circulação do que ficou conhecido como psicodelia recifense, influenciando discos de referência da região, como Paêbirú e obras de Ave Sangria. A circulação de artistas e a estética experimental marcaram o período.

Desfechos pessoais

Paulo Rafael faleceu em 2021, encerrando a parceria registrada de Caruá, única assinatura conjunta da dupla. Zé da Flauta manteve atuação em diferentes projetos da cena local, mantendo viva a memória da colaboração com Paulo.

Repercussão atual

Ao chegar ao streaming, Caruá passa a ser reconhecido como referência histórica da música nordestina psicodélica. A reedição e a divulgação ampliam o alcance de uma fase que uniu rock, regionalismo e experimentação sonora.

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