Nesta segunda-feira, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock, que, neste ano, caiu em uma segunda-feira, um dia um tanto monótono para celebrar um gênero repleto de energia e autenticidade. Embora tenha “Mundial” no nome, a data é lembrada principalmente no Brasil. Em grande parte do mundo, acabou esquecida e não foi […]
Nesta segunda-feira, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock, que, neste ano, caiu em uma segunda-feira, um dia um tanto monótono para celebrar um gênero repleto de energia e autenticidade.
Embora tenha “Mundial” no nome, a data é lembrada principalmente no Brasil. Em grande parte do mundo, acabou esquecida e não foi incorporada ao calendário internacional. A explicação para isso, assim como a origem da comemoração, remonta a 1985, durante um dos maiores festivais de música da história.
O festival que criou o dia do rock
No dia 13 de julho de 1985, o mundo pôde acompanhar o Live Aid Festival, evento musical que tinha como principal objetivo arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia. Principalmente entre 1983 e 1985, o país enfrentava uma grave crise provocada pela seca extrema, por guerras civis e por políticas governamentais.

Foto: Reprodução/Youtube/PennLive.com
O evento foi organizado por Bob Geldof, vocalista da banda irlandesa The Boomtown Rats, e Midge Ure, vocalista do grupo britânico Ultravox. Juntos, eles montaram um lineup de dar inveja aos maiores festivais de música, com nomes como Queen, U2, David Bowie, Led Zeppelin, The Who, Black Sabbath, Dire Straits, Eric Clapton, Paul McCartney, Mick Jagger e Phil Collins.
O festival aconteceu simultaneamente em dois países: no Wembley Stadium, em Londres, e no JFK Stadium, na Filadélfia. Juntos, os shows se tornaram um dos eventos musicais mais vistos do mundo, com transmissão televisiva para mais de 1,9 bilhão de pessoas em 150 países, tornando-se uma das maiores audiências da história da televisão.
Em Londres, houve 23 apresentações, com nomes como Sade, U2, Queen, David Bowie, The Who, Elton John, Freddie Mercury e Paul McCartney. Já a Filadélfia recebeu 35 shows ao longo do dia, incluindo The Beach Boys, Madonna, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Mick Jagger e Bob Dylan.

Foto: Reprodução/Metrópoles
Phil Collins e o nascimento da data no Live Aid
O nome de Phil Collins é comumente apontado como o principal motivo para a existência da data. Isso porque se diz que, durante sua apresentação, o músico teria sugerido transformar o dia 13 de julho no Dia Mundial do Rock, segundo um artigo publicado pelo radialista Kid Vinil em 2010, 25 anos após o Live Aid.

Foto: Reprodução/Youtube/Live Aid
Porém, não há uma transcrição exata dessa fala nem informações sobre em qual palco ou apresentação ela teria ocorrido, fazendo com que o artigo de Kid Vinil seja a única evidência de que isso realmente aconteceu.
Os principais momentos do evento
O festival contou com vários momentos históricos, como a apresentação do Queen, sempre relembrada e apontada como uma das melhores performances ao vivo da banda que também ajudou a consagrar Freddie Mercury como um dos grandes nomes do rock.
Já a banda irlandesa U2 também emocionou o público. A conexão reverberou tanto a ponto de levar o vocalista Bono Vox a descer do palco para dançar com o plateia.

Foto: Reprodução/Youtube/JesusMichaelBC
Phil Collins foi um dos grandes nomes do festival porque, além de uma apresentação descrita como emocionante, tocou nos dois locais do evento. O músico se apresentou inicialmente em Londres e, de lá, seguiu de helicóptero até o Aeroporto de Heathrow, onde então embarcou no Concorde, um avião supersônico que o levou aos Estados Unidos.
Ao chegar aos Estados Unidos, Phil Collins fez seu show solo e depois voltou ao palco em outras duas ocasiões: tocando bateria com o Led Zeppelin e ao lado de Eric Clapton.
O evento também contou com um grande reencontro: o da banda britânica Led Zeppelin, que voltou a se reunir e se apresentou pela primeira vez desde a morte do baterista John Bonham, em 1980.

Foto: Reprodução/Youtube/Pure Frosting HD Archives
Apesar de ser chamado de Dia Mundial do Rock, o Brasil é um dos poucos países que celebram a data, muito por causa do impulso dado por rádios nacionais de música nos anos 1990 que ajudaram a difundir a ideia da criação da data até que ela se consolidasse no país.
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