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Estudo alerta: 2,3 milhões podem morrer na Europa devido ao calor extremo até 2100

- Estudo prevê até 2,3 milhões de mortes na Europa por temperaturas extremas. - Análise abrange 854 áreas urbanas em 30 países europeus entre 2015 e 2099. - Regiões mediterrâneas, como Espanha e Itália, serão as mais afetadas. - Mortes por calor devem superar as por frio, mudando a atual realidade. - Adaptações urbanas, como mais áreas verdes, são essenciais para mitigação.

Um estudo recente indica que 2,3 milhões de pessoas em cidades europeias podem morrer devido a temperaturas extremas até o final do século, caso não sejam tomadas medidas para mitigar as mudanças climáticas. A pesquisa, publicada na revista *Nature Medicine*, analisou dados de temperatura e mortalidade de 854 áreas urbanas em 30 países europeus, projetando […]

Um estudo recente indica que 2,3 milhões de pessoas em cidades europeias podem morrer devido a temperaturas extremas até o final do século, caso não sejam tomadas medidas para mitigar as mudanças climáticas. A pesquisa, publicada na revista *Nature Medicine*, analisou dados de temperatura e mortalidade de 854 áreas urbanas em 30 países europeus, projetando mortes relacionadas ao clima entre 2015 e 2099.

Os pesquisadores examinaram diferentes cenários de aquecimento e as consequências de estratégias para proteger a população, como aumentar áreas verdes e sombra nas cidades ou instalar ar-condicionado nas residências. Os resultados sugerem que as mortes por calor poderão superar as causadas pelo frio, mesmo nas projeções mais otimistas, com um aumento total de quase 50% nas mortes relacionadas à temperatura.

Regiões do Mediterrâneo, especialmente leste da Espanha, sul da França, Itália e Malta, estão entre as mais afetadas. Pierre Masselot, coautor do estudo e epidemiologista ambiental, destaca a necessidade de uma adaptação massiva para lidar com o aumento das temperaturas, embora considere difícil alcançar esse nível de adaptação atualmente.

Embora, nos últimos anos, a Europa tenha enfrentado ondas de calor recordes associadas a dezenas de milhares de mortes, atualmente, as mortes por frio superam as por calor em uma proporção de dez para um. No entanto, essa situação deve mudar com o aumento das temperaturas globais, prevendo-se uma queda nas mortes por frio e um aumento nas mortes por calor. A análise considerou cenários futuros de aumento de temperatura de 1,5 °C a 4 °C e a possibilidade de redução do risco de mortes por calor em 10% a 90% com melhorias nas estratégias de adaptação.

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