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Consumo de álcool gera 741,3 mil casos de câncer globalmente, alerta relatório dos EUA

- Documento do Serviço de Saúde Pública dos EUA destaca risco de câncer pelo álcool. - Setenta e dois por cento dos adultos consomem álcool semanalmente, mas poucos sabem do risco. - Estima-se que cem mil casos de câncer nos EUA são atribuídos ao álcool anualmente. - O álcool é a terceira maior causa evitável de câncer nos EUA, após tabaco e obesidade. - Propostas incluem atualização de rótulos e campanhas educativas para conscientização.

Um documento publicado em janeiro de 2025 pelo chefe operacional do Corpo Comissionado do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos visa conscientizar a população sobre o consumo de álcool e o risco de câncer. Intitulado “Alcohol and Cancer Risk”, o relatório analisa dados de 2019 a 2020, revelando que 741,3 mil casos de câncer […]

Um documento publicado em janeiro de 2025 pelo chefe operacional do Corpo Comissionado do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos visa conscientizar a população sobre o consumo de álcool e o risco de câncer. Intitulado “Alcohol and Cancer Risk”, o relatório analisa dados de 2019 a 2020, revelando que 741,3 mil casos de câncer globalmente estão relacionados ao álcool, com 100 mil casos anuais nos EUA. No Brasil, uma pesquisa da Fiocruz indicou 47,8 mil casos de custos hospitalares atribuídos ao álcool em 2019, sendo 9% desses casos de câncer na população masculina e 17% na feminina.

O documento americano destaca que 72% dos adultos consomem álcool semanalmente, mas menos da metade está ciente da ligação entre o álcool e o câncer. Estudos desde a década de 1980 confirmam a relação entre o consumo de álcool e o aumento do risco de sete tipos de câncer, incluindo mama e fígado. O álcool é a terceira principal causa evitável de câncer nos EUA, resultando em cerca de 20 mil mortes anuais relacionadas ao seu consumo.

O relatório explica que o álcool pode causar câncer de várias maneiras, como a transformação em acetaldeído, que danifica o DNA, e a produção de espécies reativas de oxigênio que promovem inflamação. Além disso, o álcool afeta o equilíbrio hormonal, especialmente do estrogênio, aumentando o risco de câncer de mama. O documento também revela que as mulheres têm um risco maior de desenvolver câncer relacionado ao álcool, com taxas que variam de 16,5% a 21,8% conforme o consumo aumenta.

Para mitigar esses riscos, o relatório sugere ações como a atualização dos rótulos de advertência, que não são revisados desde 1988, e a reavaliação das diretrizes de consumo. Outras recomendações incluem fortalecer campanhas educativas e promover intervenções clínicas. A redução ou interrupção do consumo de álcool pode diminuir significativamente o risco de câncer, especialmente nos casos de câncer de boca e esôfago.

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