O bruxismo, que afeta cerca de 30% da população mundial segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é ainda mais prevalente no Brasil, com taxas que podem chegar a 40%. Essa condição, caracterizada pelo ranger e apertar involuntário dos dentes, está ligada a fatores como estresse, ansiedade e problemas dentários, como dentes desgastados ou desalinhados. […]
O bruxismo, que afeta cerca de 30% da população mundial segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é ainda mais prevalente no Brasil, com taxas que podem chegar a 40%. Essa condição, caracterizada pelo ranger e apertar involuntário dos dentes, está ligada a fatores como estresse, ansiedade e problemas dentários, como dentes desgastados ou desalinhados. O cirurgião-dentista Rogério Penna destaca que o uso excessivo de telas antes de dormir também pode agravar o problema.
Os sintomas do bruxismo vão além do ranger de dentes e incluem dor de cabeça frequente, sensibilidade dentária, desgaste do esmalte, estalos na mandíbula e dificuldade para dormir. Esses sinais podem indicar que a qualidade do sono está sendo comprometida, o que afeta a saúde geral e o bem-estar do indivíduo. Com o tempo, complicações como disfunção articular na ATM e inflamações nas gengivas podem surgir.
É importante ressaltar que o bruxismo não ocorre apenas durante o sono; o chamado bruxismo em vigília pode se manifestar em momentos de estresse ou concentração. Para controlar essa condição, não existe cura definitiva, mas algumas técnicas podem ajudar, como o uso de placas de proteção e botox nos músculos da mastigação. Além disso, mudanças no estilo de vida, como evitar cafeína e álcool antes de dormir, são recomendadas.
Penna enfatiza a importância de buscar ajuda profissional ao notar os primeiros sintomas. Muitas pessoas só descobrem que têm bruxismo após o desgaste significativo dos dentes ou dor. Portanto, a detecção precoce é fundamental para evitar problemas mais sérios e garantir a saúde bucal e o bem-estar geral.
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