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Surtos de sarampo nos EUA revelam o impacto do movimento antivacina na saúde pública

Surtos de sarampo nos EUA refletem o crescimento do antivacinismo, intensificado pela pandemia de Covid-19 e desinformação.

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Os Estados Unidos estão enfrentando surtos de sarampo, com mais de 300 casos registrados desde o início de 2025, principalmente entre crianças que não foram vacinadas. Esses surtos estão acontecendo em estados como Texas e Novo México, e refletem um aumento no movimento antivacina, que existe desde a criação da vacina da varíola em 1796. A pandemia de Covid-19 piorou a desinformação sobre vacinas, levando ao retorno de doenças como o sarampo, afetando principalmente crianças não vacinadas. Isabella Ballalai, da Sociedade Brasileira de Imunizações, afirma que a ciência avança, mas o antivacinismo permanece. Historicamente, o antivacinismo surgiu com as vacinas, e houve revoltas contra a vacinação em várias partes do mundo. O auge da hesitação vacinal ocorreu em 1998, quando um estudo falso ligou a vacina MMR ao autismo, o que gerou desconfiança duradoura. No Brasil, que tinha altos índices de vacinação, a taxa começou a cair durante a pandemia, com a desinformação se espalhando pelas redes sociais. Nos EUA, a retórica antivacina foi impulsionada por figuras políticas, como o ex-presidente Donald Trump, que desencorajou a vacinação e impediu escolas de exigir comprovantes de vacinação, resultando no retorno de doenças quase erradicadas, como o sarampo.

Os Estados Unidos enfrentam surtos de sarampo, com mais de 300 casos registrados desde o início de 2025, principalmente entre crianças não vacinadas. Os surtos ocorrem em estados como Texas e Novo México, refletindo um aumento no movimento antivacina, que remonta à criação da vacina da varíola em 1796.

A pandemia de Covid-19 intensificou a desinformação sobre vacinas, contribuindo para o ressurgimento de doenças como o sarampo. A maioria das crianças afetadas não recebeu a vacina. Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que “a ciência evolui, o antivacinismo não”.

Historicamente, o antivacinismo surgiu junto com as vacinas. Revoltas contra a vacinação ocorreram em diversas partes do mundo, como no País de Gales em mil oitocentos e cinquenta e três e no Rio de Janeiro em mil novecentos e quatro. Grupos antivacina, incluindo naturopatas e homeopatas, argumentam que as vacinas podem sobrecarregar o sistema imunológico.

O auge da hesitação vacinal ocorreu em mil novecentos e noventa e oito, quando o médico Andrew Wakefield publicou um estudo que associava a vacina MMR (contra sarampo, caxumba e rubéola) ao autismo. Embora o estudo tenha sido desmentido e Wakefield tenha perdido seu diploma, a desconfiança nas vacinas persistiu.

O Brasil, que historicamente teve altos índices de vacinação, começou a ver uma queda durante a pandemia. Manuela Pucca, biomédica imunologista, observa que a desinformação se espalhou pelas redes sociais, exacerbada por declarações de autoridades que questionaram a eficácia das vacinas.

Nos Estados Unidos, a retórica antivacina foi amplificada por figuras políticas, como o ex-presidente Donald Trump, que desestimulou a vacinação e proibiu escolas de exigirem comprovantes de vacinação. Como resultado, doenças quase erradicadas, como o sarampo, estão retornando, afetando principalmente crianças não vacinadas.

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