Um estudo da Universidade Murdoch, na Austrália, mostrou que exercícios moderados podem ajudar a reduzir o apetite. A pesquisa, publicada em dezembro de 2024, envolveu 11 homens jovens, sedentários e com obesidade. Após um café da manhã padrão, eles se exercitaram em uma bicicleta ergométrica. Os pesquisadores descobriram que, após cerca de 40 minutos de atividade, hormônios que controlam a fome, como a interleucina-6 e a irisina, foram liberados. Embora o número de participantes seja pequeno, especialistas destacam que os resultados são importantes e confirmam outras pesquisas sobre a relação entre exercício e apetite. No entanto, mais estudos são necessários para entender como isso se aplica a diferentes pessoas, já que fatores como tipo de exercício e genética podem influenciar os resultados.
Uma pesquisa da Universidade Murdoch, na Austrália, revelou que exercícios físicos moderados podem reduzir o apetite. O estudo, publicado em dezembro de 2024 na revista *The Physiological Society*, destaca a liberação de hormônios como interleucina-6 e irisina após cerca de quarenta minutos de atividade.
O estudo envolveu onze homens jovens, com idades entre vinte e vinte e quatro anos, que eram sedentários e apresentavam obesidade. Os participantes passaram por avaliações de colesterol, percentual de gordura e circunferência da cintura, além de responderem a questionários sobre hábitos alimentares e atividade física.
Após um café da manhã padrão, os voluntários realizaram um teste em um cicloergômetro, que incluiu aquecimento e aumento progressivo da carga até a exaustão. Durante o exercício, foram monitorados o consumo de oxigênio, a produção de dióxido de carbono e a frequência cardíaca. Os pesquisadores observaram que a contração muscular levou à liberação de substâncias que controlam o apetite.
Resultados e Implicações
Os especialistas destacam que, apesar do número reduzido de participantes, os resultados são significativos. A endocrinologista Deborah Beranger afirmou que o estudo confirma a relação entre exercícios e a regulação da fome, especialmente em atividades aeróbicas de intensidade moderada.
O endocrinologista Carlos André Minanni acrescentou que a pesquisa fornece dados sobre como a atividade física modula a fome, incluindo alterações hormonais e a redução do neuropeptídeo Y (NPY), que estimula o apetite. No entanto, ele ressalta a necessidade de mais estudos para entender como esses achados se aplicam à população em geral, já que os efeitos podem variar conforme o tipo de exercício, duração e outros fatores.
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